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23 setembro 2010

26 maio 2010

sweets from Manchester.


Pagar cerca de 1€ por dois discos, das bandas mais empolgantes que escutámos nos últimos anos, é escandaloso.

shot #50.

23 fevereiro 2010

shot #49.



Se pudesse pará-los, hoje tê-lo-ia feito. Aos 89m.

09 fevereiro 2010

not invited.

Há dias, ao entrar no WC do trabalho, notei que por lá estava a rodar o "In The Navy"...

Ainda temi que estivesse a ocorrer alguma festa. Mas não, estava tudo tranquilo.

04 fevereiro 2010

da voice.

Hoje, no trabalho, surge-me ao telefone uma voz extremamente familiar. Reconhecia-lhe os timbres.

Fiquei algum tempo a repetir a forma de dizer "Yeah", enquanto escutava a voz a falar com terceiros.

Depois de uns minutos, eureka! É o tipo do clip do "Da Funk" dos Daft Punk!

Óbvio que não. Mas a voz... chapada.


23 janeiro 2010


Aqui está o primeiro fabrico de 2009, ao qual só este ano me dediquei a sério, e que me bateu forte.

30 dezembro 2009

records09.


we were promised jetpacks: these four walls

jason lytle: yours truly, the commuter

the tumbled sea: melody/summer

metric: fantasies

os golpes: cruz vermelha sobre fundo branco

ólafur arnalds: found songs

noah and the whale: first days of spring


* (may continue)

28 dezembro 2009

explicit lyrics.

Tomar duche e pôr o "Shootenanny" a rodar.

Durante o refrão do grandíssimo "Rock Hard Times", cai a moldura duma foto minha, que estava em cima duma das colunas...

11 novembro 2009

last wednesday.


kings of convenience @ coliseu dos recreios

06 novembro 2009

João Descasca

conduzir por lisboa à noite, não voltará a ser a mesma coisa...



António Sérgio 1950-2009

20 outubro 2009

israel is around the corner.

Da Terra Santa irrompe uma voz estrondosa. Como algures foi descrito, o filho fictício de Bob Dylan e Janis Joplin.

Asaf Avidan.

09 setembro 2009

big idea.

encontro-me completamente nú de palavras para escrever quão bom isto é.


radiohead's "nude" - remixed by james houston

08 setembro 2009

desenhos desanimados.

Absolutamente derretido... E não pelo calor.

O vídeo acho que fala duma coisa assim meio estranha. Acho que se chama "carinho". Mas poderá ter mudado de nome entretanto, e eu não me ter apercebido.



P.S.: Acho que algures no vídeo, fazem algo parecido com isto.

09 agosto 2009

summer albums #1.

Depois dos Glasvegas, chegou o tempo de Glasgow desvendar mais uma belíssima banda.

We Were Promised Jetpacks. São a urgência que precisa infinitamente de rebentar. Mas que nem sempre o faz e se retém erguida em cordas bambas para momentos de rara beleza.



"stay calm."

08 agosto 2009

insane in the name.

Se um dia tiver uma banda de hip-hop, já tenho nome: Cyprus Ill.

26 julho 2009

been there.


directamente para o hall of fame.

13 julho 2009

dia 3 @ alive.

[o Lone Aliver 2 ou o anjo da guarda festivaleiro]


No último dia, avancei ainda mais cedo para o recinto (para mais tarde descobrir que passei o festival enganado nas horas, por ver o panfleto de forma errada).

Decidi assistir desde logo à actuação dos A Silent Film. Apesar de não cairem muito no meu gosto musical, pensei que tivessem mais interesse. Curiosamente foi durante a apresentação de novos temas que o concerto subiu o impacto, coisa que raramente sucede. (6/10)

Se no primeiro dia o palco principal nada tinha para me oferecer, neste dia a coisa não estava muito distinta. Olhando para o alinhamento percebia claramente que só me dirigiria àquele palco para desfrutar a Dave Matthews Banda (DMB).

No entanto, e como o corpo apresentava cada vez menos bateria, no intervalo entre os A Silent Film e Los Campesinos!, decidi descansar no alcatrão em frente a Ayo. Apenas ouvi 2 ou 3 temas e como tal não vou encetar avaliações.

Los Campesinos! vieram agitar as massas com o seu som estridente e a sua dupla voz sempre no limite do agudo. Fizeram-me pensar em descrevê-los como se os Belle & Sebastian ou os Bright Eyes tivessem sido invadidos por pedaleiras de distorção e bateristas enfurecidos.
Foram de longe das melhores bandas em termos de interacção com o público e no final, ambas as partes estavam rendidas.
"The members of Los Campesinos are Benfica fans!". Também cai sempre bem. (7.5/10)

Seguia-se a actuação que mais me preencheu. E surpreendentemente, ou não, veio do palco nacional. Os Madame Godard deram simplesmente um concerto irresistível. Soou tudo perfeito. Com muita pena minha, a tenda apresentava talvez a moldura humana mais fraca dos concertos que ali vi.
"Love is Poker" confirma-se como um dos temas nacionais mais fortes dos últimos anos e até a versão de "Spanish Bombs" esteve soberba.
Aposto que se David Byrne os visse, contratava-os na hora para a Luaka Bop. Cheirava a Vampire Weekend naquele espaço. (9.5/10)

Sentei-me a ouvir um pedaço da performance de Trouble Andrew mas não me aqueceu, e após a bucha, tempo para sentir Linda Martini. Desta feita, o palco nacional estava a transbordar. E em boa hora porque a banda mostrou-se muito forte, completamente venerada pelo público.
Tive pena mas não consegui terminar o concerto porque sentia que começava a ficar sem costas. (8/10)

Vai daí, sentei-me na esplanda situada na lateral do palco 2. Assistia aos pulos do pouco público às batidas providenciadas pelos Autokratz. A mim não me fizeram pular, até porque nem conseguiria naquele momento. (3/10)

E penso que no alinhamento deste dia residiu uma das falhas. Claramente, Lykke Li teria que ter entrado em cena antes desta dupla. Para quê entalar a sueca entre as batidas monstruosas dos Autokratz e das bandas seguintes? Além de me estragar o alinhamento, porque ao fim da primeira música zarpei para ver DMB, não fez sentido nenhum.

Chegava então a hora de encerrar o palco principal com a DMB. E foi tão épico que acho que deveriam rever o nome e passá-lo para Dave Matthews Orchestra!
O líder é um excelente mestre cerimónias. Sublime a piadola acerca das mocinhas que executavam danças supostamente sexy na torre em frente ao palco. (Apenas mais uma estupidez em que a organização decidiu insistir).
Tal como prometeu, cumpriu. Tocaram durante 2h30 (mais dois encores). E foi estonteante a química daquela banda, que ainda por cima mantém sempre o sorriso nos lábios enquanto executam a sua arte, mesmo apesar da tragédia que recentemente desabou sobre a banda. (8/10)

Fechavam-se assim as portas do festival. E fiz questão de ficar até que me pedissem mesmo para sair, enquanto se degustavam as últimas imperiais.

Até para o ano, se Deus quiser!

dia 2 @ alive.

[ou a primeira aparição do poliglota Lone Aliver]

No regresso ao local do crime, a primeira paragem foi o palco principal. A tarde tinha o sol a brilhar e a brisa marítima a acompanhar. Apeteceu-me por isso apreciar o indie-pop descomprometido dos The Kooks. A meio do concerto dei por mim a perguntar, como é que estes tipos, vindos do cinzento UK, conseguem construir música sempre de alto astral.
Foram dignamente catchy e entretiveram largamente as hostes. (8/10)

Seguiu-se um período branco, em que aproveitei para folgar o corpo, visto que ainda acusava o abuso do dia um. Abanquei-me então de costas para o palco secundário, onde os Hadouken! (qualquer onomatopeia retirada de Street Fighter dará um brilhante nome para bandas) violavam o palco com um ror de barulho electrónico. (2/10)

Como apenas vi o início dos Does It Offend You, Yeah? (bandas com vírgulas incluídas no nome também estão sempre no meu top), não vou avaliar. Mas acho bem interessante o som da banda.

Dediquei-me a comer, beber café, comprar tabaco e visitar os WC nos entretantos, preparando-me já para os Placebo. Entretive-me a escutar os Coldfinger na tenda portuguesa e são bastante consistentes como seria de prever. Foram suficientemente interessantes para que eu fosse abordado por estrangeiros a apontarem para o folheto e questionarem-me que banda era aquela. (7/10)

Tempo então para Placebo, que estava ansioso de rever 12 anos depois... Arrancaram com o novo disco em força, o que tramou um pouco quem ainda não o ouviu e não tem a mente suficientemente aberta para apreciar temas que não conhece ao vivo. Só depois de passarem na Comercial ou na Best FM ou coisa que os valha.
A única lacuna foi mesmo não terem visitado o álbum de estreia ao longo da noite. A adição de novos membros, ao vivo, joga totalmente a favor da banda que ganha uma nova dinâmica e profundidade no seu som.
"Battle For the Sun", "Song to Say Goodbye", "Meds" e "Special Needs" foram as minhas predilectas nesta noite. (8/10)

Dirigi-me ao palco 2, mais com o intuito de descansar do que propriamente de ver/ouvir as performances de Fischerspooner. Ainda assim, foi agradável ouvir um ou outro tema do álbum "Odyssey". (6/10)

De volta ao palco principal para um momento de revivalismo ao olhar para os Prodigy. A minha breve passagem foi excelente em timing. Ouvi "Breathe" e "Omen". E depois senti que o resto seria mais do mesmo. Mas foi bom ver uma banda que apreciamos, desde há muito, ter a vasta plateia conquistada. (6/10)

Arrisquei e decidi retornar ao outro palco para os Ting Tings. Também eles meus ex-conterrâneos (Salford, Manchester). E fiquei pasmado ao assistir à potência que aquelas 2 almas conseguiram emitir do palco. "Great DJ" foi um mote brutal para o que se seguiria. As melodias absolutamente contagiantes, de mão dada com a gordura das batidas transformaram o concerto do melhor do dia para este solitário festivaleiro. (8.5/10)

Seguia-se a longa espera pelo comboio.