09 dezembro 2012
unreality bites.
há dias, sonhava contigo, de forma tão realística, que acordei ao morder-me a mim próprio.
27 abril 2012
pep.
Nunca tinha ficado tão triste pela saída de um treinador. Logicamente que há motivos para que isso aconteça.
Logo para começar, normalmente saem quando são despedidos, e não por sua vontade. Segundo porque estamos a falar do melhor treinador de sempre da história do Barcelona.
Lembro-me da insegurança sentida quando Guardiola foi promovido da equipa B para a equipa principal. Pese embora o seu trabalho na equipa secundária tivesse sido brilhante, era um treinador sem a calo que os antecessores já teriam quando chegaram ao Nou Camp.
A insegurança acabou por desaguar num período dourado para Barça, com contínuas conquistas e a prática de um futebol belo e desconcertante. Foi claramente a melhor equipa que os meus olhos já viram. E Pep cedo nos habitou ao seu discurso seguro, sereno e consistente. Nunca abandonou, em nenhuma altura, o seu raciocínio, nem perdeu as estribeiras.
Obviamente que os sucessos obtidos ajudam, mas Pep encantou também pela sua forma estar. Um gentleman a toda a prova e do qual praticamente todos os culés tinham (e terão) orgulho. Reviam nele a personificação do Barça. Como o atesta a entrega dos adeptos depois da recente eliminação aos pés do Chelsea. Acabado o jogo, todos permanceram nas bancadas, gritando com alma o hino do clube.
Pep, tal como a sua equipa no relvado, destila estilo e contorna com classe as perguntas e os desafios. Mais do que saber perder, soube ganhar.
Tendo assistido à magnífica conferência de imprensa, onde anunciou a saída, foi notória para mim a tristeza que o semblante de todos emanava. E a paixão das palavras de Pep, ele já acostumado à ideia de abandonar o Nou Camp. E tem sido também emocionante ler o desfile dos comentários de diversos jogadores, através das redes sociais. Denota-se perfeitamente o carinho e o respeito entre eles e o homem que os comandará ainda até final da época.
E é verdadeiramente complicado imaginar o Barça sem ele à frente do banco. Até porque durantes estes últimos anos consegui estreitar a minha ligação àquele emblema. A minha visita a Barcelona, onde tive a sorte de viver uma final da Liga dos Campeões no meio dos adeptos locais e de presenciar no estádio a celebração dessa mesma vitória, tornaram o meu sangue ainda mais blaugrana.
Resta-me agradecer-lhe, por todas as inúmeras alegrias que me proporcionou; por todo o futebol delicioso que permitiu observar; por toda a ética que espalhou durante o seu reinado; por ter mantido sempre os pés no chão, mesmo quando todos vangloriavam a sua equipa e trabalho.
Estou certo de que não terá acabado a sua história no Barcelona. E espero poder aplaudir esse regresso em pé.
Sei que o desporto não é, de todo, a coisa mais importante do mundo. Mas sinto-me interiormente triste hoje.
Logo para começar, normalmente saem quando são despedidos, e não por sua vontade. Segundo porque estamos a falar do melhor treinador de sempre da história do Barcelona.
Lembro-me da insegurança sentida quando Guardiola foi promovido da equipa B para a equipa principal. Pese embora o seu trabalho na equipa secundária tivesse sido brilhante, era um treinador sem a calo que os antecessores já teriam quando chegaram ao Nou Camp.
A insegurança acabou por desaguar num período dourado para Barça, com contínuas conquistas e a prática de um futebol belo e desconcertante. Foi claramente a melhor equipa que os meus olhos já viram. E Pep cedo nos habitou ao seu discurso seguro, sereno e consistente. Nunca abandonou, em nenhuma altura, o seu raciocínio, nem perdeu as estribeiras.
Obviamente que os sucessos obtidos ajudam, mas Pep encantou também pela sua forma estar. Um gentleman a toda a prova e do qual praticamente todos os culés tinham (e terão) orgulho. Reviam nele a personificação do Barça. Como o atesta a entrega dos adeptos depois da recente eliminação aos pés do Chelsea. Acabado o jogo, todos permanceram nas bancadas, gritando com alma o hino do clube.
Pep, tal como a sua equipa no relvado, destila estilo e contorna com classe as perguntas e os desafios. Mais do que saber perder, soube ganhar.
Tendo assistido à magnífica conferência de imprensa, onde anunciou a saída, foi notória para mim a tristeza que o semblante de todos emanava. E a paixão das palavras de Pep, ele já acostumado à ideia de abandonar o Nou Camp. E tem sido também emocionante ler o desfile dos comentários de diversos jogadores, através das redes sociais. Denota-se perfeitamente o carinho e o respeito entre eles e o homem que os comandará ainda até final da época.
E é verdadeiramente complicado imaginar o Barça sem ele à frente do banco. Até porque durantes estes últimos anos consegui estreitar a minha ligação àquele emblema. A minha visita a Barcelona, onde tive a sorte de viver uma final da Liga dos Campeões no meio dos adeptos locais e de presenciar no estádio a celebração dessa mesma vitória, tornaram o meu sangue ainda mais blaugrana.
Resta-me agradecer-lhe, por todas as inúmeras alegrias que me proporcionou; por todo o futebol delicioso que permitiu observar; por toda a ética que espalhou durante o seu reinado; por ter mantido sempre os pés no chão, mesmo quando todos vangloriavam a sua equipa e trabalho.
Estou certo de que não terá acabado a sua história no Barcelona. E espero poder aplaudir esse regresso em pé.
04 fevereiro 2012
05 janeiro 2012
2011.
2011 foi o ano em que me desafiei a reanimar este blog. Passaram doze meses e postei sete vezes. O desígnio foi automaticamente transferido para 2012, nem que fosse para disfarçar a falta de desígnios.
2011 foi um dos anos mais desérticos que atravessei. Porém, simultaneamente, reforcei laços com os pilares da minha vida e foram-me surgindo ecos amigáveis vindos de fora.
2011 teve como pontos altos momentos vividos solitariamente. Os dias passados em Barcelona estão certamente no topo do meu ano passado. Olho para trás com orgulho e com uma saudade como se tivesse transcorrido um década.
2011 colocou-me problemas aos quais não estou acostumado. Preocupações com as pessoas mais chegadas a mim. E ficará como ano em que deixei de ser neto.
2012 dobra a esquina com novos desafios. O desafio de morar sozinho. O desafio de ver a carteira emagrecer, consequentemente. O desafio de ocupar melhor o meu tempo, que é meu súbdito pleno.
Vamos embora.
2011 foi um dos anos mais desérticos que atravessei. Porém, simultaneamente, reforcei laços com os pilares da minha vida e foram-me surgindo ecos amigáveis vindos de fora.
2011 teve como pontos altos momentos vividos solitariamente. Os dias passados em Barcelona estão certamente no topo do meu ano passado. Olho para trás com orgulho e com uma saudade como se tivesse transcorrido um década.
2011 colocou-me problemas aos quais não estou acostumado. Preocupações com as pessoas mais chegadas a mim. E ficará como ano em que deixei de ser neto.
2012 dobra a esquina com novos desafios. O desafio de morar sozinho. O desafio de ver a carteira emagrecer, consequentemente. O desafio de ocupar melhor o meu tempo, que é meu súbdito pleno.
Vamos embora.
23 abril 2011
egossistema.
Normalmente, só referimos o que os outros pensam de nós quando a opinião deles é negativa.
Hoje venho aqui registar um episódio contrário. Para me lembrar que, na noite passada, ouvi um rol de coisas deliciosas por parte de diversas pessoas. Sem motivo aparente para que todas opinassem sobre mim, a verdade é que foi daquelas noites em que o universo parece conjugar-se para nos atestar o ego.
E o meu, neste instante, está inchado. E sabe muito bem.
Hoje venho aqui registar um episódio contrário. Para me lembrar que, na noite passada, ouvi um rol de coisas deliciosas por parte de diversas pessoas. Sem motivo aparente para que todas opinassem sobre mim, a verdade é que foi daquelas noites em que o universo parece conjugar-se para nos atestar o ego.
E o meu, neste instante, está inchado. E sabe muito bem.
20 abril 2011
sometimes, all you need is something epic.
"Thank you for this bitter knowledge,
Guardian angels who left me stranded,It was worth it, feeling abandoned,
Makes one hardened but what has happened to love?
You got me writing lyrics on postcards
Then in the evening looking at the stars
But the brightest of the planets is Mars
Then what has happened to love?"
28 março 2011
15 março 2011
08 março 2011
11 fevereiro 2011
22 janeiro 2011
leave me out with the waste.
Além de plástico, vidro e papel, deviam criar um contentor para reciclar pessoas.
É assustador quão efeméros nos podem tornar.
É assustador quão efeméros nos podem tornar.
06 outubro 2010
um dia.
Um dia entrarás num autocarro frio pela manhãzinha. Sujarás a camisa com o café quente ao almoço. Olharás para o relógio que teima em estar parado. Carregarás só com uma mão as compras do supermercado. Encaixarás a chave na porta. Observarás a iluminação da rua a acender, ao fumo de um cigarro à janela. Deglutirás algo simples ao jantar. Lavarás a cara antes de dormir. Matarás a luz para enterrar o dia.
Um dia, hoje nem uma memória será.
23 setembro 2010
31 agosto 2010
let it go.
Sou sempre um copo meio vazio.
Não por que alguém beba a outra metade, mas porque me evaporo.
Não por que alguém beba a outra metade, mas porque me evaporo.
parallel universes.
Within the four walls, that has been my breathing space.
Where time passes more easily and where there's you.
Outside it's, at best, a grey area or a non-area. We don't exist under the light, nor along the streets, nor among the crowds, nor drowned in alcohol.
It's like parallel universes so apart from each other.
Where time passes more easily and where there's you.
Outside it's, at best, a grey area or a non-area. We don't exist under the light, nor along the streets, nor among the crowds, nor drowned in alcohol.
It's like parallel universes so apart from each other.
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