2011 foi o ano em que me desafiei a reanimar este blog. Passaram doze meses e postei sete vezes. O desígnio foi automaticamente transferido para 2012, nem que fosse para disfarçar a falta de desígnios.
2011 foi um dos anos mais desérticos que atravessei. Porém, simultaneamente, reforcei laços com os pilares da minha vida e foram-me surgindo ecos amigáveis vindos de fora.
2011 teve como pontos altos momentos vividos solitariamente. Os dias passados em Barcelona estão certamente no topo do meu ano passado. Olho para trás com orgulho e com uma saudade como se tivesse transcorrido um década.
2011 colocou-me problemas aos quais não estou acostumado. Preocupações com as pessoas mais chegadas a mim. E ficará como ano em que deixei de ser neto.
2012 dobra a esquina com novos desafios. O desafio de morar sozinho. O desafio de ver a carteira emagrecer, consequentemente. O desafio de ocupar melhor o meu tempo, que é meu súbdito pleno.
Vamos embora.
05 janeiro 2012
23 abril 2011
egossistema.
Normalmente, só referimos o que os outros pensam de nós quando a opinião deles é negativa.
Hoje venho aqui registar um episódio contrário. Para me lembrar que, na noite passada, ouvi um rol de coisas deliciosas por parte de diversas pessoas. Sem motivo aparente para que todas opinassem sobre mim, a verdade é que foi daquelas noites em que o universo parece conjugar-se para nos atestar o ego.
E o meu, neste instante, está inchado. E sabe muito bem.
Hoje venho aqui registar um episódio contrário. Para me lembrar que, na noite passada, ouvi um rol de coisas deliciosas por parte de diversas pessoas. Sem motivo aparente para que todas opinassem sobre mim, a verdade é que foi daquelas noites em que o universo parece conjugar-se para nos atestar o ego.
E o meu, neste instante, está inchado. E sabe muito bem.
20 abril 2011
sometimes, all you need is something epic.
"Thank you for this bitter knowledge,
Guardian angels who left me stranded,It was worth it, feeling abandoned,
Makes one hardened but what has happened to love?
You got me writing lyrics on postcards
Then in the evening looking at the stars
But the brightest of the planets is Mars
Then what has happened to love?"
28 março 2011
15 março 2011
08 março 2011
11 fevereiro 2011
22 janeiro 2011
leave me out with the waste.
Além de plástico, vidro e papel, deviam criar um contentor para reciclar pessoas.
É assustador quão efeméros nos podem tornar.
É assustador quão efeméros nos podem tornar.
06 outubro 2010
um dia.
Um dia entrarás num autocarro frio pela manhãzinha. Sujarás a camisa com o café quente ao almoço. Olharás para o relógio que teima em estar parado. Carregarás só com uma mão as compras do supermercado. Encaixarás a chave na porta. Observarás a iluminação da rua a acender, ao fumo de um cigarro à janela. Deglutirás algo simples ao jantar. Lavarás a cara antes de dormir. Matarás a luz para enterrar o dia.
Um dia, hoje nem uma memória será.
23 setembro 2010
31 agosto 2010
let it go.
Sou sempre um copo meio vazio.
Não por que alguém beba a outra metade, mas porque me evaporo.
Não por que alguém beba a outra metade, mas porque me evaporo.
parallel universes.
Within the four walls, that has been my breathing space.
Where time passes more easily and where there's you.
Outside it's, at best, a grey area or a non-area. We don't exist under the light, nor along the streets, nor among the crowds, nor drowned in alcohol.
It's like parallel universes so apart from each other.
Where time passes more easily and where there's you.
Outside it's, at best, a grey area or a non-area. We don't exist under the light, nor along the streets, nor among the crowds, nor drowned in alcohol.
It's like parallel universes so apart from each other.
18 julho 2010
22 junho 2010
08 junho 2010
sentidos proibidos.
Às vezes gostava de ter a hipótese de fazer mais alguma coisa. Provavelmente, o resultado seria o mesmo.
Ainda assim, libertaria algum do peso. Mas não. Sou perseguido por sentidos proibidos.
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