30 dezembro 2008
23 dezembro 2008
happy pins have no stories.

Uma das minhas taras são pins (sendo que a outra é ouvir em loop a Adelaide Ferreira esganiçando o “Papel Principal”, em hospitais durante a quadra natalícia). Durante os últimos anos comecei a coleccioná-los avidamente e a espalhá-los pelo meu vestuário. Agora sempre que me apetecer e me lembrar, postarei sobre um deles, de tempos a tempos.
Este primeiro pin é provavelmente o meu preferido. Foi adquirido no meu segundo concerto de Regina Spektor (integrado num pacote de 3), e retrata uma matryoshka, super tradicionais na Rússia, como é sabido. Como também se sabe, a Regina nasceu na antiga URSS e como tal acredito que esta matryoshka represente a infância da minha diva.
Já perdi o paradeiro deste pin spektoriano durantes breves minutos. Tudo aconteceu no fervor de mais um concerto no castelo, em pleno Festival de Sines. Graças ao Branco, foi recuperado incólume e voltou ao casaco onde pontificava.
local de compra: manchester academy 1
preço: 1£
17 dezembro 2008
sopa de adjectivos.
Entre o molhe de essa secção, apenas encontrava sopas de letras, sudokus, cruzadexes… Alto! Cruzadexes? Isso soa a um adjectivo, da mesma índole de frentex. Caso haja alguém que não saiba, “frentex” denomina alguém que está muito à frente. Por exemplo, se os vossos pais usarem All-Stars ou anuírem os vossos piercings e tatuagens, são “p’ra frentex”!
Seguindo esta linha de pensamento, “cruzadex” seria alguém demasiado complicado, atrasado para a sua idade, alguém que está muito atrás. Imaginem alguém com 18 anos cuja banda favorita são os Boney M. Os amigos diriam: “És béda cruzadex pah!”
Confesso que “frentex” é um daqueles adjectivos que me dá comichão. Tal e qual “giro”.
“- Então, foste ao cinema? Gostaste do filme?
- Sim, sim. É muito giro.”
Garanto-vos que se alguém me disser que um filme é giro ou uma música é gira, não perderei tempo com tais coisas. Giro faz-me lembrar Armageddeons e André Sardets.
Mas talvez mais danoso que “giro” seja quando alguém cataloga algo como “diferente”. Quando algo é apenas “diferente”, significa peremptoriamente que é uma grande porcaria mas que como não é muito usual, evita que sejamos indelicados e duros demais para quem nos pediu opinião. Imaginem que a minha mãe pergunta:
“-Oh Álvaro, há 6 dias consecutivos que te dou iscas ao almoço e ao jantar. Hoje queres iscas ou cocó?
- Oh Mãe, quero cocó por favor.
-Porquê?
- Oh Mãe, porque é diferente e assim ao menos posso dizer também que o comer é uma merda.”
Cá está, preferiria cocó porque, não sendo agradável, seria “diferente” das também repelentes iscas.
Mas voltando ainda ao início do post, gostava que alguém me explicasse o gozo de fazer sopa de letras… Sempre vi as sopas de letras como o parente parvo e simplório das cruzadas. Sempre me pareceu que as sopas são para quem gostaria de fazer cruzadas mas não consegue e, como tal, foi-se viciando nesse outro passatempo.
Devem ser graúdos que também ainda gostariam de jogar ao esconde-esconde. Se assim for, deixem que vos diga que vocês são muito cruzadexes.
15 dezembro 2008
zappings absolutamente espectaculares III.

Adenda: Devido a 2 ou 3 interpelações, decidi acrescentar alguma sinalização à imagem. A jigajoga da foto, prende-se com o facto de serem 2 da madrugada em Portugal e a RTP2 apresentar o programa como Directo. Os números no canto inferior direito são obviamente a duração que a prova levava no instante da foto.
10 dezembro 2008
it's been a long year.
Dezembro é altura de balanços. Pelo menos eu, tal qual qualquer empresa bem gizada, costumo fazê-los nesta altura. Sejam de que índole forem, pessoais ou nem tanto.
Há dias atrás, estava eu madrugada fora a deleitar-me com a Go TV, quando, ao observar este clip, reparei como a figura adulta deste vídeo encarnava bem o que fui durante este ano. Sendo o puto-maravilha a representação daqueles que me acompanharam durante estes últimos tempos.
Tenho noção que fui um fardo pesado, literalmente. Certamente irritante também, não bastas vezes. Mas saberão, certamente, que estarei sempre aqui para a forra, quando for necessário.
Drama queen? Talvez. Será sempre bem melhor do que drag queen.
Tks,
28 novembro 2008
shot 33.
tem sido um ano longo. apesar de sentir, ao mesmo tempo, que saltei por cima de muitos meses. há muito que descolei, mas a caixa negra nunca foi encontrada. nem sei sequer se aterrei. assemelho-me a um iô-iô. repentinamente para baixo, repentinamente para cima. mas sempre aos solavancos e sem conseguir controlar o instante seguinte. e com muito pouco contacto com a componente humana. sinto o próximo momento incontrolável, tanto como sinto que muita vez sou eu a dar o impulso para me afastar do controlo humano. sinto tanto disto, como daquilo, como ao mesmo tempo não sinto, ou não discirno o que sinto.
27 novembro 2008
yeah, right... #2.
Facto 2: Os adpetos leoninos gritam olés, durante os raríssimos passes certos que os seus jogadores conseguem assinar.
Errrrrm... Bolas, outro nó cego no cérebro.
25 novembro 2008
shot 32.
The Partisan Seed: drunk song
Dos melhores sons que escutei ultimamente. Português. "Indian Summer" é um disco a ter muito em conta.
24 novembro 2008
notas de rodapé para fins-de-semana futuros.
2) Reduzir a quantidade de álcool ingerido.
20 novembro 2008
shot 31.
Iron & Wine: the sea & the rhythm
hoje sinto-me deteriorado. não sei se é o cansaço anormal deste dia.
apetece-me uma braseira cheia de temas de iron & wine.
18 novembro 2008
shot 30.
Bosques de mi Mente: hermana
O vaivém quotidiano na rua deserta. Ora diurna, ora escura. Ora escura iluminada, ora parda. Seria a rua dos meus dias, caso eu conhecesse o meu paradeiro. Como o desconheço, os meus dias não podem equivaler a ruas. Nem sequer a vielas. Sou quando muito o tuareg, na vasta repetição de dunas zeradas. Apesar da paz arenosa, apalpo a crise em mim. Apenas existe o nada, mas ainda assim, canhões roncam enquanto os meus pés, inconscientes, deambulam.


