10 março 2008

as mãos têm memória.

As mãos e todo o corpo.

Às vezes apetecia-me almoçar uma borracha. Daquelas verdes bem grandes que costumava ter na primária.

Seabear: hands remember

Optei por uma borracha em vez de um corrector só para não estimular piadas porcas criadas pelas vossas mentes pecaminosas...

09 março 2008

custa-me.

Custa-me. Custa-me olhar para toda a gente e só te ver a ti.
Custa-me sentir a tua falta mesmo em sítios onde nunca estivemos.
Custa-me observar as minhas veias e ver apenas o teu sangue a correr. Custa-me radiografar o meu cérebro e ver somente uma ideia lá dentro. Custa-me saber que o meu sorriso está algures na tua secção de perdidos & achados.

- Inácio de La Fuente.

P.S.: A pouco e pouco, um dos meus poetas favoritos. Com tiradas geniais como esta.

quando foi? não me lembro...

"e tu aqui é bom para mim. e eu aqui é bom para ti..."



(ou pelo menos a primeira parte da frase é verdade).

go listen.

Mais uma descoberta adorável do xixas.

The Go Find vêm da Bélgica e movem-se através dum indie pop frágil e adocicada. Às primeiras audições nomes como The Notwist vieram-me à mente, o que não surpreende dado que ambos os conjuntos gravam para a Morr Music. Aconselho-vos a explorar o catálogo desta editora berlinense que, além deste par, abriga nomes como Múm, Seabear ou Ms. John Soda e está sempre atenta aos novos talentos islandeses, como eu gosto (ah Islândia, Islândia!).

Maravilhem-se mas cuidado com os diabetes.

The Go Find: new year

08 março 2008

kellogg's special A.

Ontem disseram-me que era uma pessoa especial. Nos dias que correm é sempre saboroso saber isso. Especialmente porque quando lido com alguém, sou simplesmente eu. Não faço esforços nem acrobacias para que as pessoas me cataloguem de fenomenal.

É ainda mais importante quando as pessoas se dignam em agir de forma a dar corpo às frases que proferem. Porque eu também posso chegar perto do Tonel e dizer que ele é o melhor defesa-central do mundo. Mas depois nunca o iria demonstrar porque não é exactamente o que penso.

P.S.: Obrigado a todos os que me escutaram durante estes últimos tempos. Não vos irei consumir mais. Apenas por opção pessoal.

07 março 2008

bus drive by

Hoje repesquei esta música que me acompanhou imenso durante os meus tempos de universidade (ou melhor todo este álbum). E é incrível como ainda hoje a sinto da mesma forma.

Lembro-me das 6 ou 8 horas semanais encarcerado num autocarro, ora a caminho da capital, ora a caminho de Gáfete. Ora alegre, ora cabisbaixo, geralmente variando consoante a direcção para a qual o autocarro se dirigia.

Lembro-me das viagens às sextas, com directa e respectiva ressaca em cima do corpo (culpa tua RockLine!), lembro os cachorros e as latas de Cola na Casal Ribeiro para curá-la, lembro os Chipicaos e as pipas no supermercado de Mora, lembro-me de perder o autocarro na Ponte de Sôr, lembro-me de deixar o telemóvel no autocarro e ter que persegui-lo para o recuperar, lembro-me de me descer do autocarro e me esquecer de apanhar a mala, lembro-me dos Arnette que lá deixei e nunca recuperei, lembro das minhas mixtapes sacadas da Voxx e da Oxigénio, lembro-me do meu fiel Sony Walkman, companheiro de todas estas aventuras durante 7 anos e mais que tudo, lembro-me dos inevitáveis jantares de sábado à noite no Edmundo com a turma do Sapo.


"I hope you take a piece of me with you..."

06 março 2008

ideias em vão.

Don't get any big ideas
They're not gonna happen
You paint yourself white
And fill up with noise
But there'll be something missing
Now that you've found it, it's gone
Now that you feel it, you don't
You've gone off the rails
So don't get any big ideas
They're not gonna happen
You'll go to hell for what your dirty mind is thinking


Quão verdade é isto? Deveria ser o meu lema. Sem dúvida.

please do not disturb.



Preparo mais um café, enquanto a televisão anuncia as últimas notícias do mundo lá fora, confirmando que este continua a rodar.


Estico o dedo do meio para o ecrã.


Adoço o café.


Ponho os fones.


E caminho.


O mundo, esse, continua rodar, sem fazer qualquer sentido para mim.

05 março 2008

baloiço.

Sem dúvidas uma das músicas de 2007, retirada dum dos álbuns do ano também.
E um abrigo onde me tenho refugiado vezes sem conta.


"she went home and never let me come in.
The winter is longer outside.
There was a spider in the basement.
There I learned to see what I just want to see."

04 março 2008

all my days.


do you miss me? do you know me? where are you? who are you with? what are you doing? what do you want? what was that? why did you do that? where do you want to go? can you explain? what's the matter? what's your secret? are you afraid? are you happy? do you want me? do you cry for me? do you sleep at night? are you sad? who are you? when will this stop? is there any hope? who knows? when's the right time? what the fuck?

P.S.: Às vezes apetece-me sussurrar-te em tons de rosa outra vez. Outras, nem nada.

03 março 2008

fóssil.

As ondas vão e vêm. Ou melhor, nunca vêm, mas por vezes é possível ouvi-las rebentar ao longe.

Eu respiro fundo mais uma vez e enterro-me na areia.


Deixo à superfície o relógio. Para que o sol o degrade e para que eu não saiba que dia é.


Porque nunca há tempo para mim. Porque, foda-se, porque sim.

the graça show.

Sei que não devo ser a única pessoa a sentir isto, mas há alturas em que acredito piamente que a minha vida é um autêntico Truman Show!

A única diferença é que eu sou ainda mais cómico que o Jim Carrey.

bandas cujo nome me empolga I

can you see it?

Existe algo de extremamente encantador nesta imagem.


02 março 2008

batidas caseiras.

Será isto o verdadeiro house?