16 janeiro 2008
15 janeiro 2008
Fly Away
Esgotado
Viro-me, reviro-me e volto a virar. Já não sei que mais fazer. Não sei como sair daqui.Portishead: roads [live at nyc]
"Storm.. in the morning light I feel, No more can I say, Frozen to myself"
14 janeiro 2008
Monday Feeling
Jay-Jay Johanson: she doesn't live here anymore
"there's nobody here to catch me when I fall"
11 janeiro 2008
A Melancolia e a Tristeza Infinita
Hoje foi um dia, como dizer? Ruim, foi ruim. Mas ao menos sei porquê.The Smashing Pumpkins: mellon collie and the infinite sadness
10 janeiro 2008
Mata-me outra vez
Fará parte das leis do amor, quebrar a felicidade quando começa a ser demais? Porque é que há quem decida quebrar a curva ascendente no seu apogeu? Se esta é uma das leis, ninguém me avisou porquê?Valerá então a pena lutar para a construção dessa curva? Ou mais vale estar quieto? Talvez doa menos no final. Será mesmo preciso perdermos as coisas para percebermos a falta que nos fazem?
Antony & The Johnsons: cripple and the starfish
"I am very happy... so please hurt me"
Estrangulamento
Neste momento sinto-me um criminoso. Ainda que agindo com justa causa e em legítima defesa. Matar um sentimento que temos dentro de nós. Deveria inclusivamente ser punível por lei.O abortar de um sentimento. Deveria ser proibido. Era nessa opção que votaria se houvesse um referendo para esta questão. O olhar para trás e sentir a obrigação de construir auto-defesas para que esses "flashbacks" já não magoem. O pior de tudo é mesmo quando começamos a ter êxito nessa tarefa. O que anteriormente magoava imenso, começa a magoar cada vez menos.
Habituar-me a caminhar sozinho. Terminar o dia sem partilhar as minhas desventuras. Matar piadas dentro de mim mesmo, por não terem o público alvo que as iria entender. Olhar para o lado e ainda sorrir apesar de ninguém estar ali.
Se acham que deveria ir-me sentido vitorioso por isso... estão redondamente enganados. Sinto-me ainda mais triste. Porque quando tenho algo para dar, gosto de o fazer. E não há nada melhor que isso.
Hoje será apenas igual a ontem. Mas com ainda menos um bocadinho de ti.
The Smashing Pumpkins: disarm
"i used to be a little boy, so old in my shoes,
And what I choose is my choice (...)
the killer in me is the killer in you"
09 janeiro 2008
07 janeiro 2008
Go!
Pensei, pensei. Vou arrumar as minhas armas, estéreis como sempre. E vou deixar-te ir...Digo isto com uma seta atravessada no meu interior, que não me permite respirar. Com nós na garganta, que mal me permitem falar. Com névoa nos olhos, que mal me permite ver. Com gelo nas mãos, que não me permite sentir o calor de mais nada. Com memórias na mente, que não me permitem encontrar explicações ou soluções.
Com pózinhos de perlimpimpim nas veias, que não me permitem sangrar...
The Smashing Pumpkins: the last song
06 janeiro 2008
Sem reflexo
Observo o teu novo eu. O espelho desapareceu. Vejo que abalei.E sinto-me cada vez mais longe. Mais impotente. Angustio. Azedo. Torno-me pó. E tenho pena. Lembro cada momento até ao mais ínfimo detalhe.
05 janeiro 2008
Essência
Acho curioso a forma como certas sensações nos fazem recordar pessoas e momentos. Essas sensações podem ser despoletadas por diversas coisas: aromas, músicas, objectos.No meu caso acontece maioritariamente derivado a músicas, como melómano que sou [isto significa que adoro música, não pensem que significa que ganho a vida a vender melões na berma duma estrada nacional qualquer].
A primeira coisa que faço em qualquer sítio que esteja é reparar que música está tocar. Posso dizer que esta tarde, por exemplo, tocava Josh Rouse nos provadores da H&M enquanto eu experimentava o novo pullover.
Os objectos também sempre me fascinaram. Guardo todas as coisas que me relembrem algo ou alguém especial. Por exemplo, tenho um maço de tabaco vazio no meu quarto há meses. Contudo, os objectos acarretam o problema logístico. E além disso ninguém quer ser apanhado com um pau de um chupa ingerido há anos, no bolso das calças.
Mas são os aromas que me começam a espantar. Há alguns anos nem ligava muito a este quadrante. Mas as sensações são algo incontrolável e não podemos optar se vão mexer connosco ou não.
Foi por isso que a senhora colocada à minha frente na fila dos passaportes mexeu comigo. Indirectamente como é óbvio. Foi naquele momento que a minha memória deu mais uma cambalhota.
Recuei àquele momento mágico. Correste, estendeste os braços, penduraste-te em mim.
- Cheira-me - pediste tu.
Não era preciso. O meu olfacto já te conhecia de cor há algum tempo.
The last song
Não sei que mais escrever. Gostava de poder afirmar que este seria o meu último texto sobre isto. Mas sei que não o posso garantir a mim mesmo. A instabilidade que me acompanha neste momento não o permite.
Por vezes sinto uma força enorme mas, no segundo seguinte, caio tão facilmente como um castelo de cartas.
Às vezes tento perceber que força estranha me permite sair da cama. Levantar sem temer que o pé não tenha firmeza para se apoiar. Abrir os olhos e enfrentar todos os pensamentos claustrofóbicos.
Os quilómetros de dúvidas que diariamente percorro, acabam por me deixar sempre no mesmo local. Longe de ti. Sem qualquer abrigo para me defender dos fantasmas que todas as noites me assaltam o sono.
Não sei que mais escrever. Sei sim, que nada do que escreva terá alguma importância.
04 janeiro 2008
Paragens
Fui em busca do meu café. No caminho, fiz questão de apanhar o jornal para que, durante aquele curto espaço de tempo, a minha mente fosse levada para outras paragens.Sentei-me e pus o jornal de parte. Apeteceu-me pensar em ti. Lembrei-me de quando me sentava neste mesmo sítio, com todos os meus receios e com todos os salpicos de alegria que conseguia reunir naqueles dias. Hoje tudo estava mais negro, até o céu. Mas ainda assim, a minha mente escolheu essa paragem.
Parece que apesar de tudo, para já, estou cada vez mais aqui.



