Will you?
04 janeiro 2008
Sorrisos
Queria muito acordar com um sorriso. Mas não um sorriso qualquer. Aquele. Sei que posso estar a ser demasiado exigente, isto para quem já não acorda com um sorriso há uns bons tempos. Mas tenho que ser sincero e aquele sorriso é mesmo o único que quero. E realmente é o que preciso e desejo.Aquele sorriso de puto que tinha voltado a ter, quase sem dar por isso. Quando pensei que nunca fosse capaz de tê-lo.
Dizem que boas coisas acontecem àqueles que esperam. Eu esperarei. Sentado num baloiço, com o lugar a meu lado vago. Até que queiras sorrir, como uma criança também. De novo.
03 janeiro 2008
Strip

Hoje quando acordei, e ao mesmo tempo que os primeiros flocos de neve do ano, bailavam em frente à minha janela, despi o meu quarto de ti.
E foi como arrancar pedaços da minha própria pele. Cedo percebi também que vê-lo despido de ti, vai custar quase tanto como vê-lo pintado de ti.
Mais uma vez me perguntei: como pode tudo mudar tanto em tão pouco tempo? Como podem as folhas cair quando nem sequer brisas sopravam aqui?
02 janeiro 2008
Anónimo
"Depois de tropeçar, encontrei-te,
Adorei a tua glória, és a minha história,
Mas depois desiludiste-me,
Tu sabes que somos iguais
Depois do sorriso fechado, encontrei-te,
Aquele que eu amo, como que vindo do céu,
Sorris para mim, sorrio para ti,
Tu sabes que somos iguais
Não és um inimigo,
Carinhoso como o céu,
Por favor não me perguntes porquê
Eu... choro."
Adorei a tua glória, és a minha história,
Mas depois desiludiste-me,
Tu sabes que somos iguais
Depois do sorriso fechado, encontrei-te,
Aquele que eu amo, como que vindo do céu,
Sorris para mim, sorrio para ti,
Tu sabes que somos iguais
Não és um inimigo,
Carinhoso como o céu,
Por favor não me perguntes porquê
Eu... choro."
Tradução livre de "Nameless" - JJ72
No Verão passado, depois de uma tarde de redenção, ouvi esta música ao conduzir no caminho para casa. E deixei rodar até que as lágrimas me caíssem e depois secassem. Não chorava por nada específico, nem por ninguém. Apenas senti vontade de o fazer, enquanto olhava também para o sol a aproximar-se de mais um ocaso.
Nesse mesmo dia, horas mais tarde, uma nova estrela começou a cruzar o meu caminho, praticamente sem que desse por ela inicialmente. Passado este tempo, voltei a colocar esta música enquanto conduzia, talvez no fundo de mim, com a esperança de que se tornasse na minha música talismã. Infelizmente, as coisas não são assim tão simples. Nem nós podemos controlar certas coisas, quanto mais uma música. Mas qualquer conforto sabe bem nestes momentos.
E conforto é talvez o que precisamos, nós os que vivemos tudo em carne viva. Sem capacetes, sem redes, sem qualquer tipo de protecção. Porque quando sinto algo, não tenho medos e quero sentir isso a 100%. Mas nem todos somos assim. E acabo por ter que concluir que existem pessoas com medo de serem felizes. Porquê? Não sei. Terão que lhes perguntar.
Se há coisa na vida que deveria ser fácil, é decidir se se quer ser feliz. É o mesmo que perguntarem se quero ganhar o Totoloto e eu dizer que não, porque depois não saberia o que fazer com tanto dinheiro. Claro que quero ganhar o Totoloto. Depois, logo veria como iria gastando a fortuna.
Assim é a felicidade. Queres ser feliz? Claro que quero. Não tenho qualquer medo. E nunca me irei contentar com prémios menores, sabendo que há a possibilidade de a viver a 100%.
Sei que neste momento preciso de me esvaziar. Porque é tudo o que me resta. Mas ainda estou na fase em que não quero. Não queria desfazer-me do que sinto, apesar de saber que tal só me irá ser prejudicial. Mas sabendo que o que ainda sinto, teria tudo para me fazer feliz, custa-me apagá-lo.
Cada lágrima, cada suspiro cheio de ar negativo, vai ficar aqui, comigo. Sofro porque sinto. E sempre hei-de ser assim. Nada mais fará sentido se for ao contrário.
Vi o pôr-do-sol, tentei enterrar o tesouro. Mas neste momento, ele ainda conhece o caminho para casa.
Nesse mesmo dia, horas mais tarde, uma nova estrela começou a cruzar o meu caminho, praticamente sem que desse por ela inicialmente. Passado este tempo, voltei a colocar esta música enquanto conduzia, talvez no fundo de mim, com a esperança de que se tornasse na minha música talismã. Infelizmente, as coisas não são assim tão simples. Nem nós podemos controlar certas coisas, quanto mais uma música. Mas qualquer conforto sabe bem nestes momentos.
E conforto é talvez o que precisamos, nós os que vivemos tudo em carne viva. Sem capacetes, sem redes, sem qualquer tipo de protecção. Porque quando sinto algo, não tenho medos e quero sentir isso a 100%. Mas nem todos somos assim. E acabo por ter que concluir que existem pessoas com medo de serem felizes. Porquê? Não sei. Terão que lhes perguntar.
Se há coisa na vida que deveria ser fácil, é decidir se se quer ser feliz. É o mesmo que perguntarem se quero ganhar o Totoloto e eu dizer que não, porque depois não saberia o que fazer com tanto dinheiro. Claro que quero ganhar o Totoloto. Depois, logo veria como iria gastando a fortuna.
Assim é a felicidade. Queres ser feliz? Claro que quero. Não tenho qualquer medo. E nunca me irei contentar com prémios menores, sabendo que há a possibilidade de a viver a 100%.
Sei que neste momento preciso de me esvaziar. Porque é tudo o que me resta. Mas ainda estou na fase em que não quero. Não queria desfazer-me do que sinto, apesar de saber que tal só me irá ser prejudicial. Mas sabendo que o que ainda sinto, teria tudo para me fazer feliz, custa-me apagá-lo.
Cada lágrima, cada suspiro cheio de ar negativo, vai ficar aqui, comigo. Sofro porque sinto. E sempre hei-de ser assim. Nada mais fará sentido se for ao contrário.
Vi o pôr-do-sol, tentei enterrar o tesouro. Mas neste momento, ele ainda conhece o caminho para casa.
Os prazeres desta quadra
24 dezembro 2007
Little Heart II
* Não te esqueceste de nada em casa?
~ Eu? Penso que não...
* Olha para os teus olhos... Falta aí qualquer coisa. E o teu sorriso não o vejo.
~ Por acaso ia perguntar-te se tinhas visto o meu sorriso algures por aí.
* Por acaso não. A última vez que o vi, foi naquele dia em que choveu muito e depois fez sol e surgiram aquelas cores mágicas no céu azul.
~ Pois. Foi a última vez que me lembro de o ter usado.
* Achas que ficou lá preso?
~ Agora que falas nisso... Que fazer agora?
* Tens que esperar. Talvez esperar e ver se aquelas cores aparecem outra vez. Mas sabes que para isso, vai ter de vir a chuva primeiro outra vez.
~ Não faz mal. Eu espero e gelarei à chuva se for preciso. Porque não quero mais nada que aquilo. Nada mais faz sentido.
~ Eu? Penso que não...
* Olha para os teus olhos... Falta aí qualquer coisa. E o teu sorriso não o vejo.
~ Por acaso ia perguntar-te se tinhas visto o meu sorriso algures por aí.
* Por acaso não. A última vez que o vi, foi naquele dia em que choveu muito e depois fez sol e surgiram aquelas cores mágicas no céu azul.
~ Pois. Foi a última vez que me lembro de o ter usado.
* Achas que ficou lá preso?
~ Agora que falas nisso... Que fazer agora?
* Tens que esperar. Talvez esperar e ver se aquelas cores aparecem outra vez. Mas sabes que para isso, vai ter de vir a chuva primeiro outra vez.
~ Não faz mal. Eu espero e gelarei à chuva se for preciso. Porque não quero mais nada que aquilo. Nada mais faz sentido.
21 dezembro 2007
Rainbow
O que se faz quando apenas uma única coisa nos pode satisfazer?
E quando nem sequer podemos controlar nós mesmos essa coisa?
Fiquem com o pote de ouro que supostamente ele esconde... eu só queria mesmo era o arco-íris.
E quando nem sequer podemos controlar nós mesmos essa coisa?
Fiquem com o pote de ouro que supostamente ele esconde... eu só queria mesmo era o arco-íris.
19 dezembro 2007
18 dezembro 2007
Little heart
* Queres que te prepare um chá?
~ Pode ser. Por acaso preciso de me aquecer um pouco.
* Queres mais alguma coisa?
~ Não, fico bem assim.
* Que tanto olhas para o relógio?
~ Nada. Apenas parece que estou aqui preso neste minuto há horas...
* E para que queres que ele passe?
~ Sim, tens razão. Nem sei. Acho que vou mas é dormir já.
* Mas ainda é tão cedo!
~ Sim, mas assim o vazio não me assusta tanto.
* Lá saberás como te sentes melhor. Queres que te coloque mais um cobertor na cama?
~ Na cama? Qual cama?
* Na tua, obviamente.
~ Mas eu durmo num berço. Não numa cama. Num berço com sonhos a rodarem por cima de mim, para me embalarem.
* Num berço?!
~ Sim. Não sabes? Eu sou apenas um coraçãozinho.
~ Pode ser. Por acaso preciso de me aquecer um pouco.
* Queres mais alguma coisa?
~ Não, fico bem assim.
* Que tanto olhas para o relógio?
~ Nada. Apenas parece que estou aqui preso neste minuto há horas...
* E para que queres que ele passe?
~ Sim, tens razão. Nem sei. Acho que vou mas é dormir já.
* Mas ainda é tão cedo!
~ Sim, mas assim o vazio não me assusta tanto.
* Lá saberás como te sentes melhor. Queres que te coloque mais um cobertor na cama?
~ Na cama? Qual cama?
* Na tua, obviamente.
~ Mas eu durmo num berço. Não numa cama. Num berço com sonhos a rodarem por cima de mim, para me embalarem.
* Num berço?!
~ Sim. Não sabes? Eu sou apenas um coraçãozinho.
17 dezembro 2007
Je ne sais quois.
Às vezes não sei donde vem esta força. Quem ou o que me empurra para sair da cama e enfrentar o chão frio? Será que no fundo sei donde vem? Claro que não. E ao pensar que sei, já estou a sonhar outra vez.
Cada vez acredito menos. Torna-se impossível. Queria e gostava muito. Mas não há condições. Acho que nada tem o valor que realmente pensamos que tem. No segundo seguinte tudo muda. E num jogo de dominó, o ás de trunfo não vale nada. Absolutamente nada. Zero.
Corro. Salto. Esforço-me. Mas no fim acabo sempre cansado. Ainda que me tenha esforçado por gosto. Afinal quem corre por gosto, também pode acabar cansado. E dorido. E descrente.
Gostava muito mesmo de acreditar. Em tudo. Pensar que os sonhos existem. Mas não. Para mim, não existem. Ou se existem, não passam de sonhos mesmo, que não se conjugam com a realidade. Gélida e suja. Dura mas real.
I found something crying. It was my soul.
E hoje o meu coração ficou um bocadinho ainda mais pequenino.
Mas ainda bate.
Mas ainda bate.
15 dezembro 2007
D+
14 dezembro 2007
Fim-de-semana à lá Noroeste
As representantes noroestinas da Premiership vão ter uma jornada em cheio!
Ora atentem no calendário para a jornada deste fim-de-semana:
Liverpool x Manchester United - separados por 53km;
Manchester City x Bolton - separados por 34km;
Wigan x Blackburn - separados por 37km.
Folga o Everton, nesta fictícia liguilha do Noroeste.
P.S.: Os mocinhos da capital como não podem ver nada, lá arranjaram um tal de Arsenal x Chelsea para compensar.
Ora atentem no calendário para a jornada deste fim-de-semana:
Liverpool x Manchester United - separados por 53km;
Manchester City x Bolton - separados por 34km;
Wigan x Blackburn - separados por 37km.
Folga o Everton, nesta fictícia liguilha do Noroeste.
P.S.: Os mocinhos da capital como não podem ver nada, lá arranjaram um tal de Arsenal x Chelsea para compensar.
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