Sábado fui à bola, de novo e possivelmente pela última vez, acompanhado por Radagast, que estará em breve de volta ao nosso Portugal. Como se não chegasse já ter que ir aos concertos sozinho, agora também sem compincha para às idas ao futebol...
O seu fervor pelo Plymouth foi o que me arrastou até esta partida. Foi um jogo referente ao Championship (2.ª Divisão), deveras interessante, em especial a etapa complementar (sempre desejei empregar este termo num texto meu...) que nos ofereceu 4 golos.
No passado dia 12, cumpri 2 anos de Manchester e a melhor coisa que se pode dizer sobre um local, é que sei que um dia que retorne a Portugal, vou ter saudades e que já tenho um monte de recordações tecidas aqui.
Com o passar do tempo vamos criando rotinas, vamos coleccionando lugares aqui que nos são especiais e vamos conhecendo também algumas pessoas que nos vão marcando.
Ao longo destes 2 anos muita coisa foi mudando. Já mudei de casa, já estou no 2.º emprego em Inglaterra, já viajei imenso (dentro e fora do Reino Unido) e finalmente comprei uma lâmina de barbear digna desse nome.No dia em que decidi vir para Manchester e aceitar a proposta que tinha recebido, sabia que seria uma aposta. E obviamente que ao fim deste tempo, já ganhei e já perdi. A jogada nunca deixaria de ser arriscada.
Continuo sem planear o dia em que abandone Manchester. Valha a verdade, nem penso muito nisso. Gosto de seguir os meus feelings e se por enquanto a minha cabeça não pensa totalmente em regressar a casa, então é porque ainda estou bem aqui.
Agora digam-me se não gostavam de viver numa cidade que já ofereceu ao mundo da música, todos estes hinos (só para citar alguns...):
A TV Cabo é a mais recente aquisição da nossa casa de emigrantes. Agora já podemos comentar as novelas da SIC com os amigos outra vez, já podemos discutir os penalties do fim-de-semana e até a importância dos temas debatidos no Canal Aberto.
E desde logo começam as barrigadas de riso, fomentadas pelas mais diversas vozes que animam o panorama televisivo português. Eis a primeira:
Jogo do EuroBasket - Portugal x Israel: "E a selecção nacional terá de estar bem atenta aos israelistas... pelo menos até ao fim do jogo!"
Eu se fosse eles, mesmo quando já estivesse no hotel, a deitar-me depois do jogo, ainda ia espreitar à varanda, não fosse algum israelita maroto estar lá para fazer algum afundanço na minha cara durante o meu soninho....
Tal como previ, os Klaxons arrecadaram o Mercury Prize deste ano. Quanto a mim, extremamente merecido, tendo em conta a lógica que envolve estes prémios do mundo musical britânico. O Mercury Prize sempre galardoou o álbum que mais inovou a cena musical do Reino Unido no respectivo ano e nesse aspecto os Klaxons foram de facto imbatíveis, ao atear toda a fogueira nu-rave. Rock misturado com elecrtrónica inteligente, para dançar e para escutar em casa também.
Por acaso sou geralmente apologista da frase: "Só estou bem aonde não estou...". Mas sou obrigado a afirmar que se me tivessem perguntado durante a semana passada, teria negado essa afirmação. Porque estava bastante bem onde estava...
Visto que esta tem sido uma semana de ressaca das férias de Verão, sempre demasiado curtas para quem as vive a 200km/h, a veia melancólica e saudosa tem estado ao rubro.
Vai daí, senti vontade de postar aqui alguns clips de músicas que me acompanharam há largos anos atrás. Já que estou numa de recordar superestrelas esta semana, aqui ficam algumas das musicas com que ainda vibro quando as ouço.
Falta uma semana para momentos mágicos destes acontecerem. A amizade, a diversão, a originalidade, o carinho, a loucura, a bebida, as longas tardes e as ainda mais longas noites...
Chegados ao fim do primeiro semestre de 2007, eis o disco que mais escutei durante estes 6 meses: Maxïmo Park - Our Earthly Pleasures. A crueza do som, a urgência das letras e a melodia omnipresente.
Amesterdão fascinou-me. Mostrou ser uma cidade jovem, vibrante, cheia de vida, liberal mas ordenada também.
Os canais que atravessam toda a cidade fazem com que a paisagem nunca seja enfadonha. E percorrer toda essa paisagem de bicicleta é uma sensação terrífica, das melhores da minha vida, digo sem dúvida nenhuma. Ver-me pedalar no coração de uma das grandes capitais europeias foi
arrebatador.
A vida nocturna estende-se até o sol começar a raiar, com muita bebida, muita loucura e outras coisas... até mendigos!
Quanto ao Red Light District, achei-o demasiado degradante para ser verdade. Não por ter mau aspecto, nada que se pareça, apenas pelo conceito que o envolve. Nunca pensei ver tal coisa na minha vida... pelo menos na Europa!
Devido à chuva que caía em Amesterdão num dos dias, viajámos até Antuérpia para adicionar mais uma cidade ao currículo de viajante. A cidade belga cativou pelo monstruoso porto e pelas praças, delineadas por edifícios majestosos e com história por trás.