02 janeiro 2007
10 Brisas #0
01 janeiro 2007
The regeneration of a no-good-for-nothing-man
when something starts to change 21 dezembro 2006
14 dezembro 2006
08 dezembro 2006
Regina is Back!
07 dezembro 2006
Remodelação
Bíblia
Vinda dos EUA e ainda fresquinha, aqui está a melhor revista sobre NBA que já conheci. Fica torto e endireita-te
29 novembro 2006
RODRIGO Y GABRIELA@MANCHESTER ACADEMY 2
Há concertos que nos obrigam a ficarmos alguns dias a assimilar o que realmente se passou enquanto a banda esteve em palco. Ao sair da Manchester Academy no passado Domingo, olhávamos uns para os outros, como perguntando: "Conseguiste perceber o que aconteceu ali dentro?". Foi de facto um dos espectáculos mais desgastantes (no bom sentido) a que assisti nos últimos tempos. Para vos contextualizar, Rodrigo e Gabriela são dois guitarristas mexicanos, que há alguns anos atrás tocavam trash-metal em bandas de garagem que nunca alcançaram qualquer sucesso. O amor à música e a renúncia a trabalhar em escritórios, motivou-os a emigrarem para a Europa, tendo escolhido a Irlanda como destino, local onde ainda se encontram a viver.
Dois guitarristas em palco, somente. Ainda assim, usam o instrumento de tal forma que dá ideia que têm uma banda inteira atrás deles.
Gabriela parece que toca sete instrumentos usando apenas um! Faz o ritmo, faz a percurssão, tudo ao mesmo tempo. Rodrigo é responsável maioritariamente pelos solos e pela melodia de cada composição, embora se dedique também à parte rítmica sempre que Gabriela necessita de extravasar as suas fronteiras.
A mescla de flamenco com a atitude rock é perfeita, a sua música é totalmente instrumental, agregando ao seu repertório temas clássicos de rock, os quais maquilham ao seu estilo, como por exemplo "One" dos Metallica", "Stairway to Heaven" dos Led Zepellin ou "Wish You Were Here" dos Pink Floyd (cantada em uníssono pelo público... excepto eu).
"Diablo Rojo" foi a música que fechou as cortinas, numa parte final em que a plateia ficou responsável pelo ritmo, fazendo das palmas o seu instrumento. Era a música que mais aguardava e foi de facto a melhor da noite, num set onde não é fácil arrebatar esse título. "Diablo Rojo" é uma viagem por terrenos áridos, cheios de solavancos, a 200 km/h.
Sem dúvida alguma uma experiência a repetir e altamente recomendável para quem tenha a oportunidade.
Aqui ficam dois pequenos excertos deste estupendo concerto: excerto 1 / excerto 2.
Ainda não foi desta!
15 novembro 2006
MUSE @ M.E.N. ARENA
E o facto de os Muse actuarem em Manchester duas noites seguidas, prova que a minha expectativa era partilhada por muitos outros.
Desta feita a minha localização na Arena foi excelente. Fiquei na bancada à direita do palco mas no piso mais inferior, bastante perto do palco. Começava bem a noite.
Os ânimos acalmaram depois da performance dos Noisettes que preencheram a primeira parte. A única coisa que conseguiram foi fazer jus ao nome, porque ruído houve bastante. As letras eram inaudíveis, a bateria ininterruptamente agressiva demais.
Saí mais cedo para voltar ao bar e queimar a última nicotina antes dos artistas principais entrarem em cena. Ao regressar ao interior da Arena, o ambiente começava a aquecer. Os sons que antecediam o concerto ajudavam, entre eles Arcade Fire, Nirvana, Rage Against The Machine... Entretanto o público nas bancadas inicia a onda que dura cerca de 5 minutos, criando uma atmosfera festiva.
Os Muse pisavam finalmente o palco e como previa o épico "Knights of Cydonia" abriu o concerto. Estrondoso início, ao fim de 10 segundos já estava completamente em pele de galinha... Além da fabulosa parede de som que ecoava a partir do palco, visualmente a banda encontrava-se igualmente bem servida. A bateria apareceu dentro de um cubo electrónico (não sei como explicar melhor...) e as imagens que ilustravam cada tema davam uma dimensão ainda mais especial. A adição de uma componente mais electrónica veio ainda dar mais força à banda ao vivo.
A maioria de "Black Holes and Revelations" foi tocado nesta actuação, mas ainda sobrou bastante espaço para os trabalhos mais antigos (apenas cometeram o pecado de deixar "Muscle Museum" de fora...). "City of Illusion" e "Starlight" foram os momentos de destaque do novo álbum. Até a mal amada "Supermassive Blackhole" foi recebida em delírio... afinal o pessoal gosta e não soou nada a Britney Spears! "New born" e "Stockholm Syndrome" ("this is the last time I abandon you / this is the last time a forget you..." foram as linhas mais poéticas da brilhante noite) mostram toda a densidade contida nas composições deste trio.
São puros épicos.
Matthew Bellamy esteve ao seu estilo, acabando por arremessar uma das guitarras para o público. Mas ao contrário do concerto que assisti em Lisboa, há uns anos atrás, os Muse não destruiram os instrumentos no final do concerto (facto que impediu o encore dessa vez).
Finalizou então um dos concertos do ano, aconselho vivamente, a todos os que tenham essa oportunidade, que não percam Muse ao vivo. Tempo de voltar à rua e continuar "chasing your starlight...".
P.S: os links dão acesso a imagens e sons do concerto a que fui. Obviamente a qualidade não é a melhor mas dá para ficarem com uma ideia.
27 outubro 2006
24 outubro 2006
TUNNG @ Night & Day Café

Este Sábado, a noite foi passada no Night & Day Café. Este espaço situa-se na zona de Manchester conhecida por Northern Quarter, que para vos dar uma ideia corresponde ao Bairro Alto local. O Xposure Live, evento organizado pela XFM Manchester (equivalente a Radar FM em Portugal), era consistido por três projectos, Brightblack Morning Light, Jill Barber e Tunng.
Os Brightblack Morning Light (BML) são daquelas bandas em que apesar de terem as ideias no sítio, apresentam ainda alguma falta de criatividade e rasgos que diferenciam os seus temas uns dos outros. Música vagarosa, vozes dissimuladas e uma semelhança inegável com bandas da linha de Tortoise. O set dos BML apresentou ideias que já têm bases para crescer, falta agora polvilhar-las com toques critativos.
A fadiga apertava, depois de um Sábado de trabalho, e a prestação dos BML não ajudou. Decidi sentar-me um pouco. Mas ao interpretar o seu terceiro tema, Jill Barber fez-me levantar e aplaudir de pé o resto da sua actuação. Originalmente canadiana, Jill apresentou-se em palco com sua guitarra acústica e com um guitarrista solo que ia adicionando notas perfeitas às vocalizações da cantora, cuja voz preenche completamente as canções. Entre o country mais arenoso e o jazz mais fumarento, Jill canta os seus sentimentos sem rede, com letras bem explícitas. Uma cantora que passarei a seguir com atenção.
Finalmente chegava a hora dos Tunng subirem ao palco e de uma vez por todas o cansaço desapareceu. A energia e a alegria que as composições deste sexteto emana rejuvenesceu-me. As canções do conjunto britânico começam normalmente com melodias pueris e inocentes, às quais são sobrepostas camadas de sons e batidas distorcidas, que tentam corromper a inocência dos sons iniciais. No meio desta anarquia sonora, os Tunng conseguem ser ditadores e manipular de forma a que a qualidade não seja lesada. A conjugação electro-folk-acústica é portanto perfeita, criando uma atmosfera refrescante.
O sexteto é composto por 3 guitarristas-vocalistas, uma vocalista que explora musicalmente todo o tipo de bugigangas e marroquinarias, outro elemento responsável pela percussão e um outro que lida com a parte electrónica. Apesar do leque de elementos que recheiam os temas, os Tunng mantêm uma organização sonora irrepreensível. Repito, são ditadores no meio do caos!
Os Tunng vão ser grandes, têm tudo para o ser. Caso não o sejam, não sou eu que não entendo nada disto, é só mais uma prova que o mundo musical está mais injusto que nunca.
20 outubro 2006
THE LEMONHEADS @ Manchester Academy 2
Ter a oportunidade de ver Lemonheads ao vivo, não passaria dum sonho há alguns meses atrás. Já sabia que Evan Dando estaria em Londres para alguma sessões acústicas e quando se confirmou a tour da banda, apressei-me a comprar o ingresso para o espectáculo.
747s foram a banda que abriram as hostilidades, apresentando um som alegre, a roçar o shoegazing diria mesmo. Bastante agradável, conseguiu manter-me entusiasmado apesar da ânsia de ver Evan e seus companheiros entrar em palco.
O arranque do concerto da banda norte-americana foi fortíssimo, presenteando o público com uma mistura de temas provenientes dos álbuns mais apreciados (Ít's a Shame About Ray, Come on Feel the Lemonheads e Car Button Cloth). A banda embalou e deu um recital.
Depois foi tempo de apresentar ao vivo o novo trabalho. Obviamente que o públicou afrouxou mas manteve o entuasiasmo porque novamente a banda intercalou as novas músicas com outras mais antigas.
A 3.ª fatia do concerto, talvez a que mais aguardava, foi preenchida por um set acústico protagonizado unicamente por Evan Dando. "Being Around", "The Outdoor Type" e "Favorite T" foram sem dúvida momentos que perdurarão na memória quem esteve na Academy 2 nesta noite.
A banda voltou para mais uma mão cheia de temas até que abandonou o palco, demorando apenas 30 segundos (!) a voltar para o encore. "If I Could Talk I'd Tell You" foi a cereja que finalizou a confecção deste concerto, sendo o único tema que compôs o encore.
Apesar do curto encore os Lemonheads conseguiram contentar-me. Lembro-me dos tempos em que Evan Dando chegou a interromper showcases por se esquecer das letras das músicas... que bom saber que está recuperado e de volta aos palcos!


