18 julho 2006

Vanity Fair

I went to the vanity fair
And I saw so many people happy there
People that were not happy before
That were able to turnaround the score

I just want to make you aware
That I'm there, at the vanity fair

All frowns turned to smiles,
All dressed in their disguises,
All the beauty provided by the masks
All the truth forgotten if anyone asks

I just want to make you aware
That I'm there, at the vanity fair


And when your ticket expires,
And they capture all the liars,
Will you look at me in despair
and wash away that make-up that you wear?

I just want to make you aware
That I'm there, at the vanity fair

21/07/2006

17 julho 2006

Different Roads

Here comes another curve,
Don't mind about me, I'll take the long way
My vehicle belongs to another class

If I crash, I'll call for help myself
Doesn't need to be on your behalf

We are going through different roads,
Different ways of driving
We are using different guiding maps,
Different ways of living


And when you stop seeing me
On your broken rearview mirror
It won't mean that I got lost
I just found a road that's better

If I crash, I'll call for help myself
Doesn't need to be on your behalf
17/07/2006

10 julho 2006

Há Caracoles!

Anuncio oficialmente a abertura do meu novo blog HÁ CARACOLES! Dedicado a piadas secas, rasgos de humor brilhantes e calinadas que vou coleccionando no meu pacato quotidiano!
Vai uma gargalhada?

05 julho 2006

O2 Wireless Festival @ Leeds

Mochila às costas, encarei sozinho o caminho que me levaria a Leeds, mais propriamente à Harewood House, herdade onde se realizaria o O2 Wireless Festival, ocupando os 2 dias do fim-de-semana (eu apenas comprei bilhete para o 1.º dia).
Duas horas depois de partir de Manchester estava a entrar no recinto, viagem mais rápida era impossível. Depois de um primeiro reconhecimento do local, tempo para me deslocar até ao Galaxy Stage (palco alternativo patrocinado por uma rádio britânica) onde já tinham sido abertas as hostilidades.
A 1.ª banda a entrar em acção foram os Grandadbob, perfeitos desconhecidos para mim. Apresentaram uma mescla de sons diferente, com pormenores electrónicos, violoncelo, xilofones e uma voz feminina de tons épicos. Interessante.
Depois era tempo para abancar no excelente relvado, sob o surpreendente sol (!) e confeccionar uma bela sandes mista. Seguidamente era altura de molhar a garganta e lá fui estrear a barraquinha da cerveja.
O palco principal acabava de ser inaugurado quando me aproximei, a cargo dos Metric, banda canadiana que também desconhecia. Agradaram-me bastante, especialmente durante as explorações melódicas instrumentais que executavam durante todas as músicas. Não sei se com motivos ou não, fizeram-me recordar Placebo, embora não veja uma ligação tão directa entre as bandas.
No palco principal seguiu-se o igualmente desconhecido (para mim) Sway. Rapper britânico apenas acompanhado de um DJ e vi imediatamente que todas as músicas soariam ao mesmo. Além disso os Mojave 3 aprestavam-se para actuar no palco alternativo. Momento para recarregar a cervejola e sentar-me em frente ao palco, situado dentro de uma tenda de circo. E foi a primeira grande actuação do festival. Os seus sons oriundos do deserto americano, as melodias simples e ao mesmo tempo profundas e o rock arenoso que fazia bater o pé. Uma performance bem sólida.
Após a banda norte-americana, tomou conta do palco o projecto Get Cape, Wear Cape, Fly, personalizado por Sam Duckworth, somente acompanhado pelo seu laptop e a sua viola acústica. Se a ideia parecia promissora no papel, melhor soou ainda na prática. Composições sólidas e melódicas, sentidas, reforçadas por batidas poderosas, conjugando-se na perfeição. Bastante refrescante esta mescla musical, que me fez pesquisar mais tarde sobre este projecto.
A meio do 3.º tema, mudei-me de armas e bagagens para o palco principal, com a missão de confirmar se os Gnarls Barkley eram mais que um one hit wonder. Bastante prejudicados pelo som precário e pelo estado degradado das cordas vocais do excelente vocalista, ainda assim a banda demonstrou que tem mais composições de bom nível além do popular "Crazy". Fiquei claramente com a ideia de que, reunidas as melhores condições, o concerto dos Gnarls Barkley teria sido bastante bom, assim não passou de mediano. A rever.
De volta ao Galaxy Stage onde os Midlake já emitiam o seu rock trabalhado, oriundo do Texas, com uns tiques experimentalistas q.b. não muito usuais no rock vindo dessas paragens.
Um som adulto mas que me pareceu que necessita de crescer melodicamente. Mas foram positivas as indicações dadas pela grupo texano.
Pharell já actuava quando regressei ao palco primário. O membro dos N*E*R*D* mostrou ser um excelente entertainer, capaz de pôr a multidão a dançar com o seu hip-hop-soul sempre coadjuvado por batidas super interessantes. O facto de Pharell estar acompanhado por uma banda, que tocou hip-hop ao vivo, enriqueceu inegavelmente a qualidade do seu show. O outro factor que tornou o concerto de Pharell muito mais interessante foi o ter interpretado temas do cardápio N*E*R*D*. Não contava com isso e delirei quando ouvi o primeiro, porque isso significava que mais se seguiriam. Excelente espectáculo!
A chuva começou a cair e era altura de sacar o impermeável da mochila (sim, os festivais de Verão ingleses não incluem garantidamente o sol). Ainda assim, o sol tinham reinado durante a maior parte do dia. Comecei a sonhar como seria bom ouvir Massive Attack debaixo de chuva... que cenário intringante.
Aguardei em frente ao palco o início da actuação dos Goldfrapp. Depois de ouvir o tema inicial, virei-lhes as costas. Acho que nunca perdoarei aos Goldfrapp por terem mudando de sonoridade após um primeiro álbum quase perfeito. Além do mais, as batidas só me fazem lembrar bandas pirosas...
Pela primeira vez, a relva que se encontrava dentro da tenda do palco secundário ficou completamente repleta com a actuação de Terry Callier. Porém notava-se claramente que era por DJ Shadow que a multidão enchia a tenda, ansiando pelas gordas batidas vindas dos vinis.
E foi à porta da tenda que aguardei por um buraquinho para poder assistir à sessão de Shadow. Desde o primeiro segundo que o público estava rendido. DJ Shadow começou por informar que seria a sua 2.ª actuação a solo em 3 anos, o que ajudou a tornar a ocasião ainda mais especial. Com motivos visuais a legendarem os sons saídos das suas 3 turntables, o espectáculo ganhava ainda outra dimensão. Reconheço que quando entraram em acção os rappers convidados a música perdeu algum interesse (pessoalmente falando). Além do mais, o cansaço começava a apoderar-se de mim...
Tempo para ouvir os últimos sons de DJ Shadow sentado na relva, enquanto digeria mais uma sandocha. Depois, altura de ir reservar lugar perto do palco para assistir ao grande concerto da noite e a razão que me levou a Leeds! MASSIVE ATTACK!
A veia política dos Massive continua em alta, no final da 1.ª música já tinham mandado à merda um dos partidos políticos ingleses. O espectáculo foi semelhante ao que tinha assitido em Lisboa quando da digressão de "100th Window", porém com mais flashbacks pois os Massive Attack estão agora a promover o seu best of, denominado "Collected". Dos temas originais desse disco duplo só apresentaram "Live With Me", o 1.º single retirado dessa colectânea, vocalizado in loco pelo próprio Terry Callier. Podemos mesmo dizer que a banda de Bristol estava super acompanhada porque além de Callier e dos já habituais Horace Andy e Deborah Miller, trouxeram também Liz Fraser! O único ponto negativo do concerto foi a falta de fãs acérrimos, embora houvesse imensa malta a desfrutar. Musicalmente foi estrondoso como sempre, ao longo do desfilar dos temas. Mais uma vez Deborah brilhou ao entoar "Unfinished Simpathy".
A chuva acabou por não comparecer mas o céu apressou-se a escurecer para que a música fizesse ainda mais sentido e para que o usual placard electrónico transmitisse os seus slogans políticos, atacando principalmente as acções dos E.U.A. no Iraque. Música para sentir e reflectir e... para me dar ânimo para o regresso a casa.
Seguiram-se 2 horas à espera de autocarro para sair do recinto em direcção a Leeds e 5 horas depois chegava a casa, são e salvo! Mal me podia mexer, mas a minha alma estava satisfeita... e foi com esse objectivo que saí de casa e me pus ao caminho.

04 julho 2006

Há tanto tempo!

Já não acende com tanta chama o isqueiro,
Já não balançam com tanta alegria as redes,
Já não brilham com tanta força as estrelas,
Já não há ninguém para recebê-las

Já não respiramos, nem fora de água,
Já não inventamos filmes,
Já não esmurramos com força,
Já não ganho sem rival

Não houve tempo para o adeus,
Haverá certamente para o olá outra vez,

O que dói mais surge repentinamente,
Mas nunca nos suga completamente

Já não estás cá... há tanto tempo!

04-05/07/2006

14 junho 2006

Gomez @ The Ritz

A primeira impressão quando entrei nesta sala foi a de uma antiga sala de bailes, como aquelas dos filmes americanos em que se realizam as prom nights. Desta feita cheguei ainda antes da banda de suporte pisar o palco.
Os Clayhill soaram como uma banda que se encaixou perfeitamente no som dos Gomez, sons maioritariamente acústicos, raptados de paisagens do deserto americano, dominados por um contrabaixo (por vezes tocado à là violino) que fazia tremer todos os presentes. A voz remeteu-me muitas vezes para Ryan Adams, algo também alimentado pelos sons (mais semelhantes aquando Ryan está acompanhado pelos Cardinals). Um bom aperitivo para o banquete sonoro que se seguiria.

Digo prontamente que o concerto dos Gomez é daqueles que quando saimos dele só apetecer dizer que eles são a melhor banda do mundo.
Como esperado, os temas de "Bring It On", o primeiro trabalho da banda, foram os recebidos mais entusiasticamente. Há tanta coisa para descobrir em cada tema da banda, duelos de guitarras, duelos de baixos, duelos de percussões e jogos de vozes entre os 3 vocalistas.
Apesar de todos os instrumentos envolvidos nas sonoridades deste sexteto, o que me continua a fascinar mais é a possante voz de Ben Ottewell. Reforça o sentimento blues dos Gomez, que também se aventuram pelo rock n' roll, tiques de brit pop (especialmente nas canções interpretadas por Ian Ball a.k.a. Ricardo Carvalho), salpicos de electrónica, americana, enfim, uma barrigada de ingredientes musicais que não enjoam. Tom Gray é o porta-voz, o elo entre o público rendido e a banda. "Whippin' Picadilly" fechou um concerto em grande, ao qual ainda faltaram grandes temas do início da carreira, mas foram compensados com os novos temas que soaram magnificamente.

09 maio 2006

Colaborador

Tendo-me tornado num visitante assíduo dos MP3 Blogs, foi com curiosidade que vi a oportunidade de me tornar colaborador de um dos mesmos. A tarefa é simples, descobrir música na net e partilhá-la com que visita esse blog. A minha primeira intervenção nesse aconteceu ontem, onde publiquei um post sobre o mais recente EP dos Guillemots. Vão passando por lá, poderão encontrar música que vos agrade para descarregarem.

O blog é este:
Modern Music

08 maio 2006

Altamente Recomendáveis

Estou de volta depois de um hiato algo longo. Para vos recompensar, deixo-vos mais duas recomendações musicais, oriundas de duas senhoras maravilhosas. Fiona Apple é já desde algum tempo uma das minhas vozes favoritas e está de volta com "Extraordinary Machine", mais um disco brilhante, à imagem dos 2 anteriores. Regina Spektor é um descoberta recente, pelo menos da minha parte, mas "Soviet Kitsch" vai ser sem dúvida um dos albúns que mais irei ouvir ao longo dos próximos meses (e já tenho bilhete para vê-la quando passar em Manchester, no próximo mês de Julho!).

Ainda hoje vou colocar uma canção destes albúns no Cancioneiro Pessoal, vão visitando esse blog também para verificarem se já estão disponíveis.

02 abril 2006

Reforço

Estreou-se ontem na Lente de Contacto Pedro Nogueira, o mais recente e último reforço da equipa a quem está entregue o blog. Todos os dias, rotativamente entre os membros do blog, uma foto. Aguardamos os vossos cliques.

31 março 2006

Aviso à tripulação


Só para avisar que, como prometido, encontram-se disponíveis as primeiras as músicas destacadas no Cancioneiro Pessoal. "Saeglopur", uma das mais recentes viagens sónicas dos islandeses Sigur Rós, e "Hurt", o hino que Johnny Cash escolheu para se despedir da vida (versão do tema original dos Nine Inch Nails). Aguardo as vossas visitas e os vossos comentários (identificados, se não for pedir muito...).

P.S.: É só clicar e depois "Abrir" ou "Salvar".

Family Guy

Já tinha falado brevemente, num post anterior, sobre esta série de animação. Mas estou tão fã que decidi dedicar-lhe um post inteiro! É uma série fenomenal, que facilmente coloco no mesmo patamar dos Simpsons, embora a série da família de Springfield tenha sempre o galardão de breakthrough, isto é de pioneira.
Family Guy retrata igualmente as peripécias de uma família americana, constituída pelo casal, 3 filhos (2 rapazes e 1 rapariga) e o cão (que fala e é uma pessoa autêntica, não fora a sua aparência canina). Peter, o chefe de família tem tudo a ver com Homer Simpson, com um estilo de vida extremamente semelhante e uma mente tão ou menos brilhante, da qual foi herdeiro o filho mais velho, Chris.
O pequeno rebento de apenas um ano de idade, Stewie, já tem planos para conquistar o mundo e vive numa sede de vingança para com a mãe, por esta o ter feito prisioneiro durante 9 meses no seu útero. O cão, Brian, é um pseudo-intelectual, passando grande parte dos seus tempos a ler e tentado por algum juízo naquele alucinado lar, mas as suas tentativas saem frustradas. São estas as minhas duas personagens favoritas, de longe.
São momentos de gargalhadas garantidos, com um humor que trepida entre o inteligente e o non-sense. A não perder, caso tenham alguma forma de visionar esta maravilha animada.

28 março 2006

BOMBOM

Relacionado com o post anterior, aqui vai um bombom para aqueles que visitam o meu blog. Podem ter acesso ao tema "Trapeze Swinger" dos Iron & Wine, clicando neste link (para fazer o download é só clicar no link e ao fim de 30 sengundos, no canto inferior direito da página têm o link para o download). Escutem e deliciem-se...

P.S.: a partir de hoje, o meu blog musical,
Cancioneiro Pessoal também vos disponibilizará os temas que nele destaque. Espero então mais visitas e que deixem a vossa opinião sobre as canções...

27 março 2006

Magnífico

Magnífico é a palavra ideal para adjectivar "In The Reins", o último trabalho do projecto Iron & Wine, liderado por Sam Bean, composto com a colaboração dos Calexico. Canções melancólicas, capazes de aquecer qualquer alma penada, que nos tocam de forma singular. Não é só este albúm, quem já conhece Iron & Wine não se espantará com a qualidade deste disco. Sam Beam é sem dúvida um dos melhores escritores de canções contemporâneos, de longe...
Não passem ao lado deste disco, altamente recomendável e viciante.

P.S.: Não percam também a oportunidade de vasculharem e ouvirem o tema "Trapeze Swinger", presente na banda sonora do filme "In Good Company". Um hino ao amor imperdível.

19 março 2006

Lente de Contacto

Anuncio-vos a abertura do meu mais recente espaço cibernético (o terceiro!), baptizado de Lente de Contacto. O projecto é partilhado com mais 4 compinchas e é dedicado à fotografia. A ideia é que diaria e rotativamente, um de nós coloque no blog uma foto tirada por nós, a qual julgaremos suficientemente interessante para partilhar convosco e atrair a vossa atenção para que o visitem regularmente.
Os restantes companheiros de aventura são o Paulo Garcia, o André Durão, o José Lucas e a Teresa Montalvão.
Ainda estamos em obras, à procura do melhor design, mas já podem começar a passar por lá e a dizerem de vossa justiça...
Bookmarkem.... lentedecontacto.blogspot.com

Hobbies

Sozinho em casa? Nada para fazer nas horas mortas? Que tal pegar no telefone, ou num dos programas disponíveis na internet que permitem efectuar telefonemas gratuitos, e ligar para um restaurante no Chile e perguntar se está lá o Speedy Gonzales, porque precisamos de falar com ele?
Demasiado non-sense? OK... era só uma sugestão!