19 março 2006

Hobbies

Sozinho em casa? Nada para fazer nas horas mortas? Que tal pegar no telefone, ou num dos programas disponíveis na internet que permitem efectuar telefonemas gratuitos, e ligar para um restaurante no Chile e perguntar se está lá o Speedy Gonzales, porque precisamos de falar com ele?
Demasiado non-sense? OK... era só uma sugestão!

27 fevereiro 2006

Jack Johnson @ M.E.N. Arena

Desta feita não posso falar, infelizmente, das bandas de suporte. Cheguei em cima da hora, se quiserem entender a razão perguntem ao condutor do 101 que me parecia mais perdido que eu naquela rota manhosa. Adiante...
Jack Johnson entrou em palco calçado, pela primeira vez em 2 anos (pudera, com a temperatura a rondar os zero graus em Manchester...), mas ao fim dos 2 primeiros temas, os sapatos já não faziam parte da indumentária do songwriter. Era um bom sinal, era sinal que o calor estava a invadir a imensa M.E.N Arena. O segundo tema, "Taylor", tinha sido o primeiro belo momento colectivo, embora desde o primeiro acorde a plateia estivesse rendida.
Com o desfilar dos temas, a plateia fica mais liberta para se juntar ao norte-americano e cantar a uma só voz. "Sitting, Waiting, Wishing", "Maybe" e "Bubble Toes" (para mim o melhor momento do concerto) foram cantadas quase em uníssono. Ao longo do concerto, outra estrela foi despontando em palco, Zach Gill, o teclista que normalmente acompanha Jack Johnson e que pode ser visto no videoclip de "Sitting, Waiting, Wishing". É um show man autêntico, que contrasta com a timidez de Jack Johnson, que cada vez que comunica com o público termina a interacção com um sorriso de miúdo, de quem está meio envergonhado.
Como interlúdios entre as suas músicas, Johnson tocou ainda sons de White Stripes ("My Doorbell") e Sublime ("Bad Fish"), sempre bons de ouvir também.
Na parte final da noite, Matt Costa (que tinha actuado na 1ª parte, juntamente com a banda de Zach Gill, os ALO), juntou-se a Jack Johnson para tocarem umas das suas próprias composições.
No único encore da noite, Jack voltou sozinho, com a sua guitarra, e brindou-nos com mais uma mão cheia de temas. Só faltava a fogueira entre nós e ele, mas o calor sentia-se na mesma.
Acabou o concerto, abriram-se as portas, toca a abotoar o casaco rapaz, que o Jack já se foi embora...

26 fevereiro 2006

Estratégias do Espertalhão

Eu sabia, eu sabia, mas não quis dizer nada para não me chamarem de fundamentalista. Há umas boas semanas que andava a reparar no péssimo estado do relvado do estádio do Chelsea e perguntava-me como era possível uma equipa com tão grandes objectivos, deixar o relvado ficar naquele estado lastimoso... Quando começou a contagem decrescente para o mui aguardado Chelsea x Barcelona, um horrível pensamento atravessou a minha mente: sabendo que o Barcelona é de longe a melhor equipa a praticar futebol, futebol total, seria propositadamente que o Chelsea deixaria ficar o tapete de Stamford Bridge assim?
Pois bem, apenas quatro dias após o jogo com o Barcelona... o Chelsea anuncia que vai mudar o relvado...! Primeiro Mourinho tinha afirmado que não iriam mudar o relvado porque era derivado a essas mudanças que o relvado estava naquela condição, mas afinal parece que vai ser trocado! Mais, na própria manhã do embate entre o campeão espanhol e o campeão de Inglaterra (chuvosa por sinal), a direcção dos blues decidiu regar o já paupérrimo tapete do estádio... E agora não me digam que é coincidência... Só se deixa enganar quem quer!

20 fevereiro 2006

Pérolas da TV

Depois de um começo algo duvidoso, a minha relação com a TV inglesa tem vindo a melhorar. Com o tempo vamos conseguindo explorar melhor o terreno e escavar em busca das pérolas escondidas. O arranque da nova grelha do Channel Five foi algo de extraodinário. Séries preciosas para todos os dias da semana. Entre as mesmas destaco "Prison Break" (que se passar em Portugal talvez se chamará "A Fuga Sangrenta da Prisão Maldita"). A série conta a história de Michael Scofield (Wentworth Miller), que alinhava um assalto a um banco, propositadamente falhado, de modo a ganhar bilhete de ingresso para a prisão onde o seu irmão se encontra preso e com sentença de morte marcada para breve. Michael programou a futura fuga até ao mais ínfimo pormenor, ao ponto de tatuar por todo o seu corpo a planta da prisão, embora disfarçadamente. Apesar de todos os obstáculos que vai enfrentando, Michael não desvia nem um milímetro o seu plano e segue a religiosamente o seu plano. Outra série brilhante é House (em Portugal, será algo como "Casa dos Médicos", nem tomando atenção que House é o nome da personagem principal), que retrata o dia-a-dia de um médico com procedimentos algo ortodoxos. Com um humor cortante e sempre remando contra a maré, House lá vai conseguindo levar a água ao seu moinho.
Outras pérolas são as séries de animação "American Dad" e "Family Guy", ao melhor estilo dos "Simpsons". Gargalhada atrás de gargalhada, com humor sarcástico q.b. (ou ás vezes roçando os limites).

02 fevereiro 2006

Ben Lee @ Life Cafe's Late Room

Life, live, love, lee. 4 palavras servem para descrever a noite no Late Room.

Mas antes de Ben Lee, foi Tina Dico a abrir as hostilidades. Voz dinamarquesa que já coloriu faixas dos Zero 7, suave e simpática, serviu como um excelente couvert para o prato principal que se seguiria. Após vários lançamentos na terra natal, Tina aventura-se internacionalmente, explorando um género de música que ao mesmo tempo que abraça a pop, não deixa de piscar o olho a outras correntes mais desviantes.
Depois, veio o australiano que David Hasselhoff nunca mais esqueceu (Ben Lee beijou-o na entrega dos prémios da música australiana), com os seus sons doces e crúeis, as suas letras descarnadas e verídicas, nas quais todas as pessoas normais se identificam.
Claro que no spotlight tiveram os temas de "Awake is the new sleep", o último disco de Ben Lee, que no entanto não dispensou melodias de albúns anteriores, como "Cigarettes will kill you".
Ben Lee demonstrou toda a sua simplicidade ao largar o palco para vir para o meio do público (ou melhor, para cima de uma das mesas da sala) entoar o último tema da noite "We're all in this together", com direito a um coro geral, de todos os presentes.
Esperemos que o regresso a Manchester não demore novamente 4 anos e que regresse envolvido no projecto The Bens (que envolve Ben Lee, Ben Folds e Ben Kweller), para uma noite que seria certamente gloriosa.

17 janeiro 2006

Adenda

Já sabia que ao escolher os melhores álbuns (para mim) de 2005 me iria esquecer de alguém. Faço uma adenda:
* Bolliwood Brass Band: Rahmania.

12 janeiro 2006

10 músicas para 2005

Depois dos álbuns, as 5 músicas do ano, para este humilde ouvinte. A ordem é aleatória:

* The Strokes: Juicebox
* Antony & The Johnsons: Bird Guhrl
* Cat Empire: In My Pocket
* The Killers: Mr. Brightside
* Franz Ferdinand: Walking Away
* Jack Johnson: Sitting, Waiting, Wishing
* System of a Down: Radio/Video
* Humanos: Maria Albertina
* Bright Eyes: First Day Of My Life
* LCD Soundsystem: Tribulations

09 janeiro 2006

O meu top de 2005

Aqui vão os álbuns que mais ouvi durante o último ano. 2005 não conta como o ano de criação mas sim como o ano em que os ouvi...

1: Antony & The Johnsons: I am a bird now
2: Jack Johnson: In between dreams
3: Damien Rice: O
4: Josh Rouse: 1972
5: Arcade Fire: Funeral

Aguardo os vossos preferidos de 2005.

16 dezembro 2005

Consegues ver música?

Aqui está um jogo para vos entreter. Cliquem na imagem para ampliá-la e descubram as dezenas de referências a bandas musicais que existem na figura. Por exemplo, a Rainha: Queen; as pedras a rolarem: Rolling Stones... Vejam se descobrem mais, há perto de uma centena de referências, umas mais rebuscadas que outras...

07 dezembro 2005

Prioridades

E se o mundo acabasse daqui a 24 horas? O que não deixarias de fazer?

04 dezembro 2005

Natal sem fugas

Depois de muito pensar, encontrei uma boa razão para para ficar feliz por passar o Natal fora de Portugal! Assim escuso de andar a fugir de todas as imitações possíveis e imaginárias do Natal dos Hospitais. Uff!

Pianos, songwriter, cigarros e leite com chocolate


Ainda o bar e a entrada do Carling Apollo eram os locais com mais gente agrupada, já os Gillemots s arrancavam para a sua refrescante actuação. A receita desta banda envolve uma parafernália de teclado analógicos, uma guitarra que geme efeitos simples mas que enriquecem enormemente as músicas, um contrabaixo discreto e uma bateria que se torna na melhor amiga dos teclados. A juntar a este caldeirão, composições sólidas e uma voz agradável que ecoa bem nos temas. O grande momento dos Guillemots aconteceu quando o vocalista larga o seu microfone e dirige-se até à ponta do palco, armado somente com um teclado de aspecto infantil e nos brinda com uma canção de amor que arrebatou certamente todos os presentes. Em suma, uma 1.ª parte muito agradável e original, uma banda a quem se deve prestar muita atenção num futuro próximo, esta semana editarão o seu 2.º EP.

Se o concerto fosse um jogo de futebol, Rufus Wainwright teria sido expulso logo à segunda música! Entrar a matar com "Oh What a World" e "The One I Love" será o equivalente musical à entrada a pés juntos no futebol. Ainda a audiência está a recuperar do choque de ele entrar em palco e já ele nos dispara dois temas daqueles à queima-roupa. O concerto foi avançando, com um alinhamento equilibrado, entre temas mais fortes e outros mais singelos, incluindo dois temas novos ("Between My Legs" que fará parte do futuro álbum de Rufus, "Chelsea Hotel N.º2", cover de Leonard Cohen que entra no novo disco duplo que agrega Want One e Want Two, e "Spotlight on Christmas" escrito pelo songwriter para um álbum de Natal organizado pela sua mãe). Antes do 1.º encore, coreografia corrosiva, com requintes homo, para depois terminar com Rufus pregado na cruz entoando "Gay Messiah".
Actuação fabulosa e muito sólida, uma presença muito simpática em palco, sempre em comunicação com a audiência. Para melhorar, homenagens a gente boa: Leonard Cohen, Jeff Buckley e Martha Wainwright ("Little Sister").
E quando eu já ia sair desconsolado do Apollo, eis que a última música é "Cigarrettes and Chocolate Milk", só com Rufus ao piano (e de roupão...). O único ponto negativo terá sido a prestação das meninas dos coros em "Halleluja" mas tudo bem...

Foi a 1.ª vez que vi o público inglês a conseguir sacar dois encores de um artista! Ou Rufus é mesmo simpático ou os ingleses tinham perdido completamente a cabeça...

30 novembro 2005

Muchas Obrigadas - 1000 visitas!


Este post é só para agradecer aos milhões, errrrrrr, ao milhar de pessoas de já visitou o meu blog. Espero que estejam a gostar do q lêem e que apareçam mais vezes. Só aproveitava para vos dar duas dicas: deixem mais comentários e por favor, não deixem comentários anónimos. Okidoki? Obrigado a todos!

27 novembro 2005

Franz Ferdinand @ MEN Arena

A casa estava ainda a compor-se quando os The Rakes subiram ao palco. Prestação energética algo prejudicada pela qualidade do som. Canções directas ao assunto, sem tempo para rodriguinhos. O público ainda não era muito mas quem estava, prestou atenção. Falta-lhes talvez mais um membro na banda para encher mais o som ao vivo.

Meia hora depois dos Rakes terminarem, os Editors tomam conta do show e talvez tenham roubado a noite aos Franz Ferdinand, pelo menos na minha opinião. Temas sempre em contenção que parecem querer explodir a qualquer momento mas nunca o fazem. Pop inteligente e adulta, voz algures entre Ian Curtis e David Fonseca (sim Mário, tens razão!), sonoridade a pegar no legado dos Joy Division e tiques físicos do vocalista à là Chris Martin. Em suma: muito bom!


Depois de montado o seu palco completamente retro (há algo que não seja retro nos Franz Ferdinand?!?), eis que entram os reis da noite. Mais uma vez o som não esteve a 100%, (principalmente no primeiro tema). "Do you want to" foi o primeiro grande momento da noite, altura em que realmente todo o aparato visual do palco começou a funcionar. O alinhamento foi fazendo um vaivém bem equilibrado entre os dois albúns. Os momentos altos foram "Eleanor put your boots on", "This Fire", "Jacqueline", "The dark of the Matinée", "Come Home" e obviamente "Take me out". Como factor negativo "Walk Away", o mais recente single não funcionou bem ao vivo, foi pena porque era dos mais aguardados certamente.

Foi um concerto que acabou por valer também muito pelas bandas de suporte que tiveram à altura.

21 novembro 2005

Show de bola

Há dúvidas ainda?