Depois de um começo algo duvidoso, a minha relação com a TV inglesa tem vindo a melhorar. Com o tempo vamos conseguindo explorar melhor o terreno e escavar em busca das pérolas escondidas. O arranque da nova grelha do Channel Five foi algo de extraodinário. Séries preciosas para todos os dias da semana. Entre as mesmas destaco "Prison Break" (que se passar em Portugal talvez se chamará "A Fuga Sangrenta da Prisão Maldita"). A série conta a história de Michael Scofield (Wentworth Miller), que alinhava um assalto a um banco, propositadamente falhado, de modo a ganhar bilhete de ingresso para a prisão onde o seu irmão se encontra preso e com sentença de morte marcada para breve. Michael programou a futura fuga até ao mais ínfimo pormenor, ao ponto de tatuar por todo o seu corpo a planta da prisão, embora disfarçadamente. Apesar de todos os obstáculos que vai enfrentando, Michael não desvia nem um milímetro o seu plano e segue a religiosamente o seu plano.
Outra série brilhante é House (em Portugal, será algo como "Casa dos Médicos", nem tomando atenção que House é o nome da personagem principal), que retrata o dia-a-dia de um médico com procedimentos algo ortodoxos. Com um humor cortante e sempre remando contra a maré, House lá vai conseguindo levar a água ao seu moinho. 
Outras pérolas são as séries de animação "American Dad" e "Family Guy", ao melhor estilo dos "Simpsons". Gargalhada atrás de gargalhada, com humor sarcástico q.b. (ou ás vezes roçando os limites).
20 fevereiro 2006
Pérolas da TV
02 fevereiro 2006
Ben Lee @ Life Cafe's Late Room
Life, live, love, lee. 4 palavras servem para descrever a noite no Late Room.
Mas antes de Ben Lee, foi Tina Dico a abrir as hostilidades. Voz dinamarquesa que já coloriu faixas dos Zero 7, suave e simpática, serviu como um excelente couvert para o prato principal que se seguiria. Após vários lançamentos na terra natal, Tina aventura-se internacionalmente, explorando um género de música que ao mesmo tempo que abraça a pop, não deixa de piscar o olho a outras correntes mais desviantes.
Depois, veio o australiano que David Hasselhoff nunca mais esqueceu (Ben Lee beijou-o na entrega dos prémios da música australiana), com os seus sons doces e crúeis, as suas letras descarnadas e verídicas, nas quais todas as pessoas normais se identificam.
Claro que no spotlight tiveram os temas de "Awake is the new sleep", o último disco de Ben Lee, que no entanto não dispensou melodias de albúns anteriores, como "Cigarettes will kill you".

Ben Lee demonstrou toda a sua simplicidade ao largar o palco para vir para o meio do público (ou melhor, para cima de uma das mesas da sala) entoar o último tema da noite "We're all in this together", com direito a um coro geral, de todos os presentes.
Esperemos que o regresso a Manchester não demore novamente 4 anos e que regresse envolvido no projecto The Bens (que envolve Ben Lee, Ben Folds e Ben Kweller), para uma noite que seria certamente gloriosa.
17 janeiro 2006
Adenda
12 janeiro 2006
10 músicas para 2005
Depois dos álbuns, as 5 músicas do ano, para este humilde ouvinte. A ordem é aleatória:
* The Strokes: Juicebox
* Antony & The Johnsons: Bird Guhrl
* Cat Empire: In My Pocket
* The Killers: Mr. Brightside
* Franz Ferdinand: Walking Away
* Jack Johnson: Sitting, Waiting, Wishing
* System of a Down: Radio/Video
* Humanos: Maria Albertina
* Bright Eyes: First Day Of My Life
* LCD Soundsystem: Tribulations
* The Strokes: Juicebox
* Antony & The Johnsons: Bird Guhrl
* Cat Empire: In My Pocket
* The Killers: Mr. Brightside
* Franz Ferdinand: Walking Away
* Jack Johnson: Sitting, Waiting, Wishing
* System of a Down: Radio/Video
* Humanos: Maria Albertina
* Bright Eyes: First Day Of My Life
* LCD Soundsystem: Tribulations
09 janeiro 2006
O meu top de 2005
16 dezembro 2005
Consegues ver música?
Aqui está um jogo para vos entreter. Cliquem na imagem para ampliá-la e descubram as dezenas de referências a bandas musicais que existem na figura. Por exemplo, a Rainha: Queen; as pedras a rolarem: Rolling Stones... Vejam se descobrem mais, há perto de uma centena de referências, umas mais rebuscadas que outras...
07 dezembro 2005
04 dezembro 2005
Natal sem fugas
Depois de muito pensar, encontrei uma boa razão para para ficar feliz por passar o Natal fora de Portugal! Assim escuso de andar a fugir de todas as imitações possíveis e imaginárias do Natal dos Hospitais. Uff!
Pianos, songwriter, cigarros e leite com chocolate

Ainda o bar e a entrada do Carling Apollo eram os locais com mais gente agrupada, já os Gillemots s arrancavam para a sua refrescante actuação. A receita desta banda envolve uma parafernália de teclado analógicos, uma guitarra que geme efeitos simples mas que enriquecem enormemente as músicas, um contrabaixo discreto e uma bateria que se torna na melhor amiga dos teclados. A juntar a este caldeirão, composições sólidas e uma voz agradável que ecoa bem nos temas. O grande momento dos Guillemots aconteceu quando o vocalista larga o seu microfone e dirige-se até à ponta do palco, armado somente com um teclado de aspecto infantil e nos brinda com uma canção de amor que arrebatou certamente todos os presentes. Em suma, uma 1.ª parte muito agradável e original, uma banda a quem se deve prestar muita atenção num futuro próximo, esta semana editarão o seu 2.º EP.
Se o concerto fosse um jogo de futebol, Rufus Wainwright teria sido expulso logo à segunda música! Entrar a matar com "Oh What a World" e "The One I Love" será o equivalente musical à entrada a pés juntos no futebol. Ainda a audiência está a recuperar do choque de ele entrar em palco e já ele nos dispara dois temas daqueles à queima-roupa. O concerto foi avançando, com um alinhamento equilibrado, entre temas mais fortes e outros mais singelos, incluindo dois temas novos ("Between My Legs" que fará parte do futuro álbum de Rufus, "Chelsea Hotel N.º2", cover de Leonard Cohen que entra no novo disco duplo que agrega Want One e Want Two, e "Spotlight on Christmas" escrito pelo songwriter para um álbum de Natal organizado pela sua mãe). Antes do 1.º encore, coreografia corrosiva, com requintes homo, para depois terminar com Rufus pregado na cruz entoando "Gay Messiah".
Actuação fabulosa e muito sólida, uma presença muito simpática em palco, sempre em comunicação com a audiência. Para melhorar, homenagens a gente boa: Leonard Cohen, Jeff Buckley e Martha Wainwright ("Little Sister").
E quando eu já ia sair desconsolado do Apollo, eis que a última música é "Cigarrettes and Chocolate Milk", só com Rufus ao piano (e de roupão...). O único ponto negativo terá sido a prestação das meninas dos coros em "Halleluja" mas tudo bem...
Foi a 1.ª vez que vi o público inglês a conseguir sacar dois encores de um artista! Ou Rufus é mesmo simpático ou os ingleses tinham perdido completamente a cabeça...
30 novembro 2005
Muchas Obrigadas - 1000 visitas!

Este post é só para agradecer aos milhões, errrrrrr, ao milhar de pessoas de já visitou o meu blog. Espero que estejam a gostar do q lêem e que apareçam mais vezes. Só aproveitava para vos dar duas dicas: deixem mais comentários e por favor, não deixem comentários anónimos. Okidoki? Obrigado a todos!
27 novembro 2005
Franz Ferdinand @ MEN Arena
A casa estava ainda a compor-se quando os The Rakes subiram ao palco. Prestação energética algo prejudicada pela qualidade do som. Canções directas ao assunto, sem tempo para rodriguinhos. O público ainda não era muito mas quem estava, prestou atenção. Falta-lhes talvez mais um membro na banda para encher mais o som ao vivo.Meia hora depois dos Rakes terminarem, os Editors tomam conta do show e talvez tenham roubado a noite aos Franz Ferdinand, pelo menos na minha opinião. Temas sempre em contenção que parecem querer explodir a qualquer momento mas nunca o fazem. Pop inteligente e adulta, voz algures entre Ian Curtis e David Fonseca (sim Mário, tens razão!), sonoridade a pegar no legado dos Joy Division e tiques físicos do vocalista à là Chris Martin. Em suma: muito bom!
Depois de montado o seu palco completamente retro (há algo que não seja retro nos Franz Ferdinand?!?), eis que entram os reis da noite. Mais uma vez o som não esteve a 100%, (principalmente no primeiro tema). "Do you want to" foi o primeiro grande momento da noite, altura em que realmente todo o aparato visual do palco começou a funcionar. O alinhamento foi fazendo um vaivém bem equilibrado entre os dois albúns. Os momentos altos foram "Eleanor put your boots on", "This Fire", "Jacqueline", "The dark of the Matinée", "Come Home" e obviamente "Take me out". Como factor negativo "Walk Away", o mais recente single não funcionou bem ao vivo, foi pena porque era dos mais aguardados certamente.
Foi um concerto que acabou por valer também muito pelas bandas de suporte que tiveram à altura.
21 novembro 2005
19 novembro 2005
O Fim Final
Depois de muito arrastar, o fim foi anunciado. E por mais previsível que fosse há muito tempo, custa sempre ouvir a palavra "acabou". Foi com tristeza que recebi o "fim final" do futebol profissional do Farense. Não me perguntem porquê, mas de há muitos anos para esta parte que se tornou no meu 2.º clube preferido.Ainda me recordo bem quando o Estádio de São Luís era uma fortaleza inexpugnável, nem os clubes grandes lá ganhavam e de decorrer uma época inteira sem derrotas naquele palco.
Paco Fortes, Hassan, Hajry, Pitico, Mané, Eugénio, Paixão, Lemajic, Miguel Serôdio, Jorge Soares, Carlos Costa, enfim... Um rol de nomes que os adeptos do futebol bem lembrarão e muitos outros que ficam por dizer.
Espero que mais que um adeus, seja um até já...
16 novembro 2005
Original?

Aprecio a Madonna por ser daquelas pessoas que faz o que lhe dá na cabeça sem ter que se justificar, porém, há que ter cuidado com o que se diz. Numa recente entrevista dada a uma estação de TV inglesa, Madonna diz que desde criança que sempre gostou de ser diferente e nunca imitar o que os outros faziam. Tudo bem! Então porquê usar um sample dos ABBA no seu mais recente single? Para quem nunca gostou de imitar os outros...
02 novembro 2005
Serviço Público

Quando entramos num novo país, numa nova cultura, vamos descobrindo os podres e as riquezas da mesma. Como é óbvio, os ingleses estão muito longes de serem perfeitos mas têm as suas virtudes. Nunca tinha assistido a publicidade com legendas, nem tão pouco programas ao vivo legendados com poucos segundos de atraso. Fabulosa este serviço, para mais prestado por todos os principais canais de Inglaterra. Fica aqui o meu elogio a tão nobre serviço. Alguém da televisão portuguesa quer ler este humilde post? Fica a dica.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




